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Após caminhada, protesto se dispersa no Centro de Porto Alegre

Grupo realizou manifestação em frente à casa de José Fortunati

Centenas de pessoas participam de nova caminhada no Centro de Porto Alegre
Centenas de pessoas participam de nova caminhada no Centro de Porto Alegre Foto : Fabiano do Amaral
As centenas de pessoas, lideradas pelo Bloco de Lutas pelo Transporte Público, retornaram à prefeitura de Porto Alegre após caminhar pelas ruas centrais e o grupo começou a dispersar por volta das 21h20min desta quinta-feira. Entre os principais gritos e cartazes, eles defenderam o passe livre e a abertura das contas das empresas do transporte coletivo na cidade.

Pouco antes, a multidão se concentrou em frente à casa do prefeito, José Fortunati, na rua Jerônimo Coelho. No local, eles atearam fogo em um boneco de Fortunati e gritaram palavras de ordem. Os moradores desligaram todas as luzes enquanto era realizada a manifestação e o prefeito não se encontra no local.

Na avenida Borges de Medeiros, mascarados bateram contra vidraças de agências bancárias. Posteriormente, um pequeno grupo de vândalos que acompanhava a caminhada quebrou janelas e portas da lanchonete McDonald's que existe na avenida. Um contingente maior de participantes, contudo, vaiou e tentou afastar os autores da depredação.

A marcha

Perto das 19h30min, o grupo iniciou marcha, bloqueando a avenida Júlio de Castilhos. Os manifestantes distribuíram panfletos na área do Camelódromo e retornaram pela rua Voluntários da Pátria, onde os comerciantes baixaram as grades de proteção das vitrines. Pelo Facebook, quase três mil pessoas haviam confirmado presença no evento.

De 20 a 25 guardas municipais isolaram a escadaria da sede do Executivo, protegida por cordas para que não haja invasão e vandalismo. Já o efetivo da Brigada Militar envolveu cerca de 20 PMs a cavalo e outros dez a pé, próximos à estação do Trensurb e ao Mercado Público. Uma minoria de manifestantes comparece ao encontro com o rosto coberto.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) previa à tarde deslocar 200 agentes para orientar o tráfego no local. Como o trajeto da caminhada não é divulgado antecipadamente, os desvios e bloqueios foram feitos na hora. O deslocamento foi acompanhado, ainda, através das câmeras do Centro Integrado de Comando (Ceic).

Assim como no protesto da semana passada, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) optou por não retirar contêineres das ruas, como havia sido feito, até então, em dias de manifestação. Em cinco ocasiões, 130 equipamentos foram alvo de vandalismo. Pelo menos 57 tiveram de ser trocados e o custo estimado dos estragos foi de R$ 285 mil, segundo a prefeitura.

O funcionamento da maioria do comércio também não chegou a ser alterado, no fim da tarde, em função do ato. O Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) emitiu uma nota orientando os comerciantes a manter o horário normal de fechamento. A entidade recomenda que os lojistas fiquem atentos às movimentações e ao comportamento de estabelecimentos vizinhos para definirem se deve ocorrer fechamento antecipado. A perda do setor superou R$ 3 milhões com os danos e fechamentos por segurança ocorridos no fim de junho.

Mudança de itinerário nos ônibus

A circulação de ônibus e lotações no Centro de Porto Alegre foi prejudicada em função do protesto. Os coletivos não circularam nas avenidas Salgado Filho e Borges de Medeiros. O gerente de fiscalização da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Gumercindo Machado, disse que o desvio da rota dos ônibus permaneceria enquanto os manifestantes estivessem caminhando pelas ruas da área central. Os ônibus não chegavam ao Centro e eram desviados na avenida João Pessoa com a rua André da Rocha e na Borges de Medeiros com a avenida Loureiro da Silva.

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