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Após chuvarada, moradores de Porto Alegre calculam prejuízos

Asfalto cedeu na avenida Bento Gonçalves e estabelecimentos foram fechados

Motoristas ainda encontram buracos e obstáculos nas ruas da Capital
Motoristas ainda encontram buracos e obstáculos nas ruas da Capital Foto : Vinícius Roratto
Os prejuízos em decorrência da enxurrada que atingiu Porto Alegre na tarde dessa quarta-feira ainda estão sendo contabilizados. Devido ao grande volume de precipitação, a água invadiu casas, estabelecimentos comerciais e estacionamentos. Ruas ficaram alagadas, o asfalto cedeu em diversos pontos e moradores da Capital ficaram sem água e luz.

Além da cratera aberta na rua Coronel Bordini com a Marquês do Pombal no bairro Auxiliadora, o asfalto não suportou a força da água no cruzamento da avenida Bento Gonçalves com a rua Guilherme Alves e um buraco se abriu na via, que fica na zona Leste da Capital.

Sem o escoamento adequado, a água transbordou e transformou a avenida Bento Gonçalves em um grande rio, relembra a gerente de uma farmácia, Simone Chagas. Segundo ela, tudo ocorreu em menos de 10 minutos. “As barreiras existentes junto aos corredores de ônibus simplesmente desapareceram por causa da água. Depois que ela extrapolou, em pouco tempo invadiu as lojas com muita força. Tentando evitar que a lama e o lixo entrassem na farmácia, Simone contou que fechou a entrada com a porta de ferro. Mesmo assim, devido a força da água, foram necessários vários funcionários para segurá-la. “A impressão era de que tudo viria abaixo. E ao mesmo tempo que tentávamos conter a água, entrava lixo e lama da rua”, lembrou. 

Com apenas um mês de funcionamento, o comerciante Michel Goulart Soares estava desolado com os prejuízos provocados pela chuva. O seu minimercado foi totalmente invadido pelas águas. “Por cima, além das mercadorias seis freezers queimaram e vou ter que fechá-lo por no mínimo mais uns três dias”, lamentou. “Foi tudo muito rápido. Quando vi a água já tinha tomado conta de tudo”, acrescentou.

Quase ao lado, uma agência do Bradesco não teve tanta sorte. Isso porque com a pressão exercida pelo volume de chuva, parte da fachada de vidro quebrou. Em função dos reparos, a solução foi suspender o atendimento externo. O mesmo ocorreu com uma agência dos Correios, também localizada no mesmo lado da rua. O chão ficou tomado pela lama e barro. E mais uma vez, um aviso anunciava a suspensão temporária dos serviços.

Num prédio residencial ao lado, a garagem subterrânea ficou cheia d’água, deixando carros quase submersos. Zelador do prédio, Eder Renato da Silva Lima, contou que a água começou a acumular muito rapidamente e, em minutos, já atingia as portas dos veículos. No momento, haviam cinco carros. “Era evidente que os bueiros estavam entupidos porque senão a água não entrava. Foi um horror”, recordou. Um dos moradores do prédio ainda não sabe quanto terá que gastar para limpar o automóvel e verificar as condições do motor. “Pensei que o carro não fosse ligar pela quantidade de água que tinha”, disse o morador Valmir Silva de Souza.

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