Após cinco horas de manifestações, as centrais sindicais encerraram nesta quinta-feira a paralisação contra projetos no âmbito nacional que alteram os direitos dos trabalhadores. Aos menos três grandes protestos foram registrados em diversos pontos de Porto Alegre, com passeatas e pedidos de saída do presidente Michel Temer.
O dia na Capital começou com piquetes de sindicalistas que impediram a saída de ônibus das garagens. Muitos bairros ficaram sem coletivos e parte da população foi obrigada a usar lotações ou táxis para se deslocar. A situação só se normalizou após as 8h, quando a saída de veículos foi liberada.
Na BR 290, a freeway, um grupo de sindicalistas se reuniu na Ponte do Guaíba. Durante o deslocamento até o Centro de Porto Alegre, o trânsito chegou a ficar em uma faixa no sentido Litoral-Capital. O grupo seguiu pela avenida da Legalidade até a Mauá aos gritos de a "terceirização é escravidão". Um caixão foi carregado durante a manifestação e simbolizou a "morte dos trabalhadores".
Manifestantes que fazem ato na Legalidade e pedem a saída de Temer @RdGuaibaOficial @correio_dopovo pic.twitter.com/5gjhHM4q1w — Eduardo Paganella (@EduPaganella) September 22, 2016
Na zona Leste de Porto Alegre, outro grupo de sindicalistas iniciou uma caminhada a partir da avenida Bento Gonçalves. A manifestação seguiu pela avenida João Pessoa e cruzou a Ipiranga, causando lentidão no trânsito nos dois sentidos da avenida. A passeata seguiu em direção ao Centro de Porto Alegre e bloqueou totalmente o sentido bairro-Centro.
Um grupo de sindicalistas ligados ao Cpers iniciou a manifestação na avenida Alberto Bins, sede do sindicato em Porto Alegre, e se uniu aos outros dois grupos.
Integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e do Movimento Sem Terra (MST) fizeram parte da manifestação, que terminou em frente ao Palácio Piratini.
Clima de encerramento de protesto pic.twitter.com/HaQMwqxYkJ — Correio do Povo (@agora_CP) September 22, 2016