A abertura dos portões ocorreu ao meio-dia. Já o fechamento aconteceu depois pontualmente às 13h. Os candidatos tinham cinco horas para responder todas as questões. O gabarito oficial dever ser divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) até a próxima quarta-feira. O resultado final será divulgado por área de conhecimento em 18 de janeiro de 2019.
Cerca de meia hora antes do fechamento dos portões, Porto Alegre registrou congestionamento nos principais locais de prova. Na avenida Ipiranga, o trânsito estava lento, próximo à PUCRS. Alguns candidatos tiveram que correr para entrar no local. A Brigada Militar esteve presente nos locais para garantir a segurança dos candidatos.
Expectativa antes da prova
Na Escola Técnica Estadual Parobé, na avenida Loureiro da Silva, muitos candidatos aguardavam horas antes a abertura dos portões. Larissa de Freitas, 18 anos, estava estreando no Enem. “Acho importante para conseguir uma bolsa e ter oportunidade de estudar algum curso que se queira. Quero Arquitetura e Urbanismo”, afirmou. “Eu estudei bastante até em vídeos aulas no YouTube gratuitamente”, lembrou. “Aproveitei bastante a semana, mas fim de semana nem tanto”, recordou. Para enfrentar as cinco horas de exame, ela disse que primeiro vai respondendo as questões mais fáceis e deixa as difíceis por último. “Não pode também levar relógio para não ficar estressado”, observou.
Larrisa de Freitas chegou por volta das 10h30min vinda do bairro Vila Nova. “É pela segurança que vai chegar a tempo e não vai se atrasar”, justificou. Já Raquel Ferraz, 37 anos, estava pela quarta vez realizando o Enem. Residente no bairro Alto Teresópolis, ela chegou no Parobé às 11h15min. Para ela, a aprovação no Enem “fará uma diferença total na minha vida”. Nos sonhos, a realização do curso de Fisioterapia. “Eu quero muito, muito voltar a estudar”, frisou, destacando que estudou bastante em casa e preparou-se em especial para a redação. “Conhecimento é para o resto da vida. Não tem idade”, assegurou.
No caso de Yasmim Barreto, 17 anos, que chegou às 11h no Parobé, tratava-se também da primeira vez que fazia as provas do Enem. “Vinha estudando há meses. Tudo o que aprendia na escola, revisava em casa. O Enem dá a oportunidade de entrar em uma faculdade. A gente tem que correr atrás daquilo que quer”, disse.