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A circulação de trens devem ser matida até 20h, conforme estava previsto inicialmente. Mais cedo, os trabalhadores estavam receosos em voltar aos postos de trabalho por questões de segurança.
Incidentes
Por volta das 5h, um trem foi apedrejado na estação Mathias Velho, em Canoas. Pouco depois, 15 pessoas invadiram os trilhos na estação Aeroporto, em Porto Alegre, mas o grupo foi retirado pela Brigada Militar (BM).
Em seguida, um parafuso foi lançado contra um veículo e quase atingiu o rosto do operador Jorge Luiz Koszeineiewski, de 49 anos, que atua há 27 anos na Trensurb. “O parafuso veio na minha direção, reduzi a velocidade e comuniquei à empresa", narrou o operador.
Segundo o presidente do sindicato dos trabalhadores, Luis Henrique Chagas, os funcionários cumpriram o acordo firmado entre a Trensurb e o Ministério Público do Trabalho (MPT), mas no termo dizia que se houvesse risco, a empresa teria que parar as operações.
Já o dirigente de operações da Trensurb, Rubenildo de Azevedo Ignacio, afirmou que foi cumprido o acordo e que o incidente na Mathias Velho era uma pedra na lataria e não se tratava de movimento organizado.
O movimento nos trens foi bem abaixo do registrado em dias normais, no entanto, nas estações Mercado e Farrapos em Porto Alegre, por exemplo, houve acúmulo de pessoas que foram pegas de surpresa com a antecipação da interruoção das operações.