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Após exames, prefeito de Mariana é diagnosticado com estafa

Duarte Júnior passou vários dias acordado após rompimento de barragens

Duarte Júnior passou vários dias acordado após rompimento de barragens
Duarte Júnior passou vários dias acordado após rompimento de barragens Foto : Antonio Cruz / Agência Brasil / CP
Após passar por uma bateria de exames na manhã deste domingo, a assessoria de imprensa do Hospital Monsenhor Horta, em Mariana (MG), informou que o prefeito da cidade, Duarte Júnior, de 35 anos, foi diagnosticado com “quadro de tensionamento e estafa”.

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O hospital descartou que o prefeito tenha sofrido um princípio de infarto como chegou a ser cogitado. Neste momento, Duarte Júnior está em observação em um apartamento do hospital, ainda sem previsão de alta. O problema foi causado pelo fato de o prefeito ter passado várias noites acordado desde o rompimento das barragens (que concentra resíduos do processo de mineração) de rejeito da mineradora Samarco, destruindo o distrito de Bento Rodrigues, na zona rural da cidade, e provocando duas mortes.

Nesse sábado, ao conceder entrevista à imprensa, o prefeito disse que a mineradora errou na maneira como informou os moradores sobre o rompimento das duas barragens de rejeito no distrito e cobrou que os responsáveis sejam identificados. “A verdade precisa ser dita e as responsabilidades apuradas”, destacou.

Duarte avaliou que a decisão da mineradora de telefonar para a Defesa Civil, para a prefeitura e para líderes comunitários não foi adequada, porque a lama chegou ao povoado em cerca de 10 minutos. "Foi muito falha essa forma de comunicação. O ideal era que houvesse uma sirene, um botão de pânico".

Sinalização sonora


A Samarco, mineradora responsável pelas duas barragens que se romperam na última quinta-feira, instalou ontem um sistema de sinalização sonora para o caso de novo rompimento de barragem. O engenheiro e gerente de Projetos da empresa, Germano Silva Lopes, explicou que a instalação do sistema foi um pedido da própria equipe de busca e resgate que trabalha no local atingido pela lama. A sinalização sonora não é obrigatória conforme a legislação vigente.