Schuster afirmou que o grande avanço na negociação hoje foi a permanência das escalas de revezamento. "A escala que foi imbutida vai ser usada só de forma opcional pelas pessoas que questionaram o acordo", explicou.

Com a volta da operação dos trens, movimento de usuários nas estações foi intenso | Foto: Mauro Schaefer
Greve afetou milhares de usuários
A empresa já havia alertado, pela manhã, que o ponto dos trabalhadores metroviários que não trabalharam será descontado. Somente nesta manhã, a greve da categoria afetou milhares de usuários, afirmou o presidente da empresa Humberto Kasper. "Por obrigação legal, nós temos que tomar medidas administrativas para descontar de quem não está trabalhando e de quem não trabalha."
Apesar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) ter determinado que os metroviários trabalhassem nos horários de pico durante a paralisação desta quinta-feira, as estações da Trensurb amanheceram fechadas. De acordo com a direção da empresa, o serviço não foi oferecido porque não havia empregados para operar os trens. Em razão disso, os usuários foram obrigados a utilizar transporte público alternativo, como ônibus.
Em Porto Alegre, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) reforçou o atendimento das linhas 701 (Vila Farrapos - Voluntários) e 704 (Humaitá) com seis veículos extras. A Metroplan disponibilizou 45 ônibus extras para efetuarem o trajeto entre Canoas e Porto Alegre. Além disso, foi suspenso o itinerário do serviço de integração e mantido apenas o funcionamento da linha comum entre o município e a Capital.