Um dia após a cobrança de pedágio ter sido encerrada na ERS 474, em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte, o cenário na praça era de desordem. A maioria dos motoristas desacelerava ao se aproximar das cancelas, apesar de um letreiro indicar passagem livre. Alguns chegavam a frear o veículo, sem saber se podiam seguir em frente. Quem parou no local para ir ao banheiro teve uma surpresa ao constatar que os sanitários também estavam fechados. Ao redor, podiam ser vistas uma maca abandonada, utilizada para atender vítimas de acidentes, e um letreiro com o preço das tarifas jogado no chão.
Entre os motoristas que utilizam a rodovia, o sentimento era ao mesmo tempo de alívio, por não ter de pagar a tarifa - que variava de R$ 7,00 para automóveis e R$ 26,40 para caminhões com seis eixos -, mas também de desconfiança com relação ao futuro da estrada. “Pedágio tem que ter, mas com um preço justo”, disse o industrial Dionísio da Silva, 50 anos, de Sapiranga.
Com 32 km de extensão, a ERS 474 liga os municípios de Santo Antônio da Patrulha e Rolante. Antes sob responsabilidade da Metrovias, a estrada foi repassada à Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR).
Praça de Santo Antônio da Patrulha tinha maca abandonada e letreiro com tarifas no chão / Foto: André Ávila