Segundo o secretário da Defesa Civil do Estado, Milton Hobus, se inalada, a fumaça provoca coceira na garganta e náuseas e a orientação para as pessoas é que se distanciem o máximo possível do local.
A fumaça foi provocada por um incêndio de grandes proporções que atingiu um armazém de fertilizantes da Empresa Global Logística, na madrugada desta quarta-feira. A Defesa Civil precisou retirou ao menos 150 pessoas de casas e outras 50 pessoas foram levadas para os hospitais da região com algum grau de intoxicação.
Os bombeiros não puderam conter as chamas por falta de um produto químico específico para estas situações. Água não pode ser usada no controle a este tipo de fogo. Uma força-tarefa com equipes de bombeiros voluntários e militares, polícia e Defesa Civil continua trabalhando na cidade.
Mas a operação, conforme o secretário da Defesa Civil do Estado, Milton Hobus, é complexo pois a mudança do vento pode levar a fumaça para outra direção. Assim, a orientação é para que as pessoas deixem as áreas próximas ao local da explosão.
A operação envolve também contenção para evitar explosões no local, onde há uma carga de 10,5 mil toneladas de fertilizante. A BR 280 está bloqueada na entrada de São Francisco.
Prefeito de São Francisco pede para turistas não procurarem o município
O prefeito de São Francisco de Sul, Luiz Roberto de Oliveira, pede que turistas não procurem o município nesse momento. “Pedimos que os curiosos não venham até que a gente controle essa situação, mas que a população de São Francisco do Sul mantenha a calma. Estamos retirando material que não foi afetado para melhorar a situação e vamos controlar o problema”, apelou.
As famílias estão abrigadas nas escolas estaduais Claurenice Vieira Caldeira e Santa Catarina. “A nuvem foi criada por uma reação do produto, nitrato de amônia com pequena composição de potássio”, detalhou.
Ainda de acordo com o prefeito, o plano de contenção do município precisará ser reformulado por causa da ocorrência. “Nós já temos um plano, mas vamos reforçar criando novos pontos. Quais serão esses novos pontos nós saberemos somente quando soubermos o que aconteceu ali. Até agora ninguém sabe o que originou. Então vamos precisar fazer um estudo antes de reformular esse plano”, complementa.
Com informações do Notícias do Dia de Joinville