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Após ocupação, agricultores entregam pauta de reivindicações

Grupo está acampado em frente ao Ministério do Desenvolvimento Agrário em Porto Alegre

Agricultores ocupam entrada de prédio do Ministério do Desenvolvimento Agrário na Capital
Agricultores ocupam entrada de prédio do Ministério do Desenvolvimento Agrário na Capital Foto : André Ávila
Após acamparem em frente ao prédio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em Porto Alegre, um grupo de agricultores ligados à Fetag (Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul) foi recebido nesta terça-feira pelo delegado do MDA no Estado, Marcos Regenin, e diretores do Banco do Brasil, quando foi entregue a pauta de reivindicações. Cerca de 200 pessoas ocuparam, no início da manhã, a entrada do edifício.

O edifício fica na avenida Loureiro da Silva, no centro de Porto Alegre. A ocupação é por tempo indeterminado. Apesar disso, o acesso aos trabalhadores do MDA e do Incra está liberado.

O grupo solicita a retomada das análises dos processos de crédito fundiário, para aquisição de terras. Os agricultores esperam também se reunir com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, que tem visita agendada ao Estado nesta quinta-feira.

Segundo a primeira secretária da Fetag, Josiane Cristina Einloft, desde o início do ano a maioria dos processos de crédito fundiário foi rejeitada no Brasil. Foram mais de 1,3 mil propostas que retornaram com pendências ou com revisões. Ela explicou que a justificativa do MDA é que houve mudanças na legislação e que este é um período de reorganização.

O projeto de concessão de crédito fundiário começou em 2004. Nos últimos dias, 454 propostas de agricultores ligados à Fetag foram devolvidas, sendo que 130 já estavam nos cartórios ou com os agentes financeiros para garantir a operação.

A primeira secretária da Fetag ressaltou que, com a paralisação do projeto, muitos agricultores perderam as suas terras ou precisam pagar “meeiros” (uma forma de aluguel), que corresponde na maioria das vezes a 50% da safra do agricultor. Ao mesmo tempo, eles pedem ainda a atenção do Ministério do Desenvolvimento Agrário para a burocracia na renegociação das dívidas e a discussão do PLC 42, que trata da reforma no Programa de Crédito Fundiário, que já foi aprovado no Senado.

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