O edifício fica na avenida Loureiro da Silva, no centro de Porto Alegre. A ocupação é por tempo indeterminado. Apesar disso, o acesso aos trabalhadores do MDA e do Incra está liberado.
O grupo solicita a retomada das análises dos processos de crédito fundiário, para aquisição de terras. Os agricultores esperam também se reunir com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, que tem visita agendada ao Estado nesta quinta-feira.
Segundo a primeira secretária da Fetag, Josiane Cristina Einloft, desde o início do ano a maioria dos processos de crédito fundiário foi rejeitada no Brasil. Foram mais de 1,3 mil propostas que retornaram com pendências ou com revisões. Ela explicou que a justificativa do MDA é que houve mudanças na legislação e que este é um período de reorganização.
O projeto de concessão de crédito fundiário começou em 2004. Nos últimos dias, 454 propostas de agricultores ligados à Fetag foram devolvidas, sendo que 130 já estavam nos cartórios ou com os agentes financeiros para garantir a operação.
A primeira secretária da Fetag ressaltou que, com a paralisação do projeto, muitos agricultores perderam as suas terras ou precisam pagar “meeiros” (uma forma de aluguel), que corresponde na maioria das vezes a 50% da safra do agricultor. Ao mesmo tempo, eles pedem ainda a atenção do Ministério do Desenvolvimento Agrário para a burocracia na renegociação das dívidas e a discussão do PLC 42, que trata da reforma no Programa de Crédito Fundiário, que já foi aprovado no Senado.