Na audiência, mediada pela juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública, Cristina Luísa Marquesan da Silva, ficou definido que o grupo deixaria a Casa se os parlamentares protocolassem os projetos de passe livre e abertura das planilhas das empresas de transporte público.
Também ficou acertado que apenas metade do grupo, cerca de 200 pessoas, poderia ficar passar a noite no plenário e sem a presença de crianças. Com isso, pelo menos outros 200 manifestantes desocuparam o local ainda ontem.
Projetos protocolados
Após a desocupação, os projetos de passe livre para estudantes e desempregados e de abertura das planilhas de contas das empresas de ônibus foram protocolados pelas vereadoras Sofia Cavedon (PT) e Fernanda Melchionna (Psol), representando suas bancadas.
Além disso, oficiais de Justiça, juntamente com o presidente da Câmara, vereador Thiago Duarte (PDT), a juíza Cristina Luíza Marquezan da Silva, da 1ª Vara da Fazenda Pública, e a promotora de Justiça Maria Cristina Santos Lucca, realizaram uma vistoria no prédio.
O impasse
Na segunda-feira, a juíza Cristina Luisa Marquesan da Silva suspendeu o imediato cumprimento da liminar de reintegração de posse da Câmara, concedido no sábado, e convocou a reunião para resolver o impasse. O Bloco de Lutas pelo Transporte Público chegou a solicitar que o acordo fosse votado em assembleia pelos acampados, mas o pedido foi negado pela magistrada.
Enquanto ocorria a audiência, manifestantes bloquearam a avenida Loureiro da Silva, em frente à Câmara, na região central. De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o ato ocorreu nos dois sentidos e a via começou a ser liberada por volta das 18h.
Ainda no final de semana, os membros do Bloco de Lutas pelo Transporte Público avaliaram e aceitaram parte da proposta apresentada pela Câmara de Vereadores na sexta-feira. Em assembleia no sábado, eles haviam definido que o grupo deixaria a Casa na segunda-feira. Porém, diante do pedido de reintegração de posse, o discurso mudou. O grupo chamou a medida de repressora e disse que o presidente da Casa, vereador Thiago Duarte (PDT) rompeu de forma “unilateral e incompetente” o diálogo.