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Após protestos, DCE da PUCRS promete antecipar eleições e auditar contas

Atual gestão é acusada de fraudes nos últimos 15 anos

Após onda de protestos, reitoria da PUC decidiu agir.
Após onda de protestos, reitoria da PUC decidiu agir. Foto : Samel Maciel / Especial / Rádio Guaíba
Depois de uma série de protestos contra supostas fraudes e irregularidades, a atual gestão do DCE da PUCRS se comprometeu, no início da madrugada desta quinta-feira, a antecipar as eleições gerais no órgão e em todos os Centros Acadêmicos da instituição de ensino. A promessa foi feita por dirigentes do diretório estudantil a membros da reitoria da universidade, durante uma reunião agendada por vereadores de Porto Alegre, com a participação de opositores, que durou quase quatro horas.

"Houve um acordo para estabelecer um novo momento na história das entidades estudantis dentro da PUCRS. Os integrantes do DCE asseguraram que irão realizar uma eleição o mais rápido possível", afirmou a pró-reitora de Assuntos Comunitários da universidade, Jaqueline Moreira. O pleito estava marcado somente para 2012. A nova data ainda não está definida, e depende de novas reuniões nesta semana. "E desta vez, queremos garantir democracia, com urnas eletrônicas, calendário bem divulgado, com chances para todos os interessados se inscreverem, além de acompanhamento de observadores externos", complementou.

Segundo o presidente do DCE Thiago Brozoza, o próprio diretório protocolou pedido no Ministério Público e na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para requisitar urnas eletrônicas. "Nós organizamos uma plataforma de eleições para o ano inteiro e não falamos em qualquer momento em renúncia", enfatizou Brozoza.

Movimentos que se opõem à atual diretoria do DCE da PUC acusam os dirigentes de fraudes nos últimos pleitos, incluindo o suposto emprego de chapas fantasmas e a ausência de divulgação dos locais e datas de votação e inscrição. Ao ser questionada sobre as críticas, a pró-reitora disse ter notado, nos últimos seis anos, "problemas de prazos rápidos demais e inadequados".

Na reunião, os estudantes de oposição ainda solicitaram acesso às imagens de câmeras de segurança da PUCRS registradas no protesto da última segunda-feira, no qual, segundo a Brigada Militar, quatro manifestantes, três deles mulheres, foram agredidos por outros quatro jovens, detidos pelos fatos. Jaqueline disse que o pedido vai ser analisado ainda nesta quinta.

Origem da nova onda de protestos na Puc-RS

A impugnação de chapas para o evento que elege delegados para participar de Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) desencadeou manifestações, desde a semana passada. A Brigada Militar compareceu pelo menos três vezes ao Campus, a fim de apaziguar a situação. Além de acusações de participação de chapas fantasmas e de suposta má-fé na divulgação dos locais de inscrição e votação, a ausência de prestações de contas e de investigações da Reitoria sobre o tema também são alvo de críticas dos alunos.

Durante a semana, a gestão do DCE negou a existência de irregularidades e de qualquer agressão. A diretoria da entidade disse ainda ter acionado a BM, na noite de segunda-feira, por se sentir acuada pela multidão e depois que uma estudante, segundo o órgão, tentou roubar uma urna para impedir a eleição no evento da UNE.

Nesta semana, o presidente do DCE, Thiago Brozoza, disse ter dado oportunidade para as chapas se inscreverem novamente para o pleito. "Não me procuraram uma vez sequer para inscrever a chapa", garantiu. "Eles estão procurando algum tipo de confronto desde a última quarta. Fui claro ao conversar, para não entrarmos nas provocações", enfatizou. Ele também sustenta ser alvo de "uma campanha de cunho exclusivamente político, sem qualquer requisição relacionada à universidade".

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