De acordo com a Trensurb, nesta quinta-feira, ocorreu um novo acordo entre as partes. Além da antecipação de parte da reposição salarial de 2014, a cobrança das mensalidades do plano de saúde dos empregados e seus dependentes será feita com base em faixas salariais. A validade da proposta, conforme a empresa, vigora até o fim da assembleia. O motivo da paralisação foi o reajuste do Plano de Saúde dos funcionários da Trensurb, fixado em 45%. Nos últimos cinco anos, o aumento foi de 156%. Os trabalhadores consideram o percentual abusivo.
A Trensurb ressaltou que o reajuste do plano de saúde é uma questão de mercado sobre a qual a empresa não tem ingerência. O aumento afeta também o orçamento da companhia, uma vez que os valores das mensalidades do plano são subsidiados pela empresa em 50%.
Em nota, a Trensurb explicou o impacto do aumento proposto aos funcionários, com um adicional fixo de R$ 207,29, além do acordado repondo a inflação: "Isso significa que mais de 90% dos empregados receberam reajuste superior a 6,49% - para muitos metroviários, o aumento da remuneração básica chegou aos 20%. O Sindimetrô, inclusive, divulgou ter sido este o melhor acordo coletivo feito com a empresa", garante o documento.
Veja a tabela de aumento percentual aos empregados, com os R$ 207,29:
9 empregados receberam 4%
47 empregados receberam 6%
163 empregados receberam 8%
126 empregados receberam 10%
171 empregados receberam 12%
97 empregados receberam 15%
172 empregados receberam 20%