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Após quinto arrombamento, escola da Capital suspende aulas e exige reforço da segurança

Não há previsão para abertura da Escola Estadual de Ensino Fundamental Otávio Mangabeira

A Escola Estadual de Ensino Fundamental Otávio Mangabeira, no bairro Camaquã, em Porto Alegre, suspendeu as aulas em razão dos constantes arrombamentos que tem sofrido. O quinto ataque ocorreu na madrugada desta segunda-feira.

Até junho deste ano, a instituição havia sido assaltada três vezes. A diretora Ana Lúcia Rossato Tosta solicitou que o Estado deslocasse um policial militar para morar na escola. Para isso, foi necessária uma vistoria da Secretaria Estadual de Obras na casa onde morava um zelador. A inspeção ocorreu no início de agosto.

Nesse intervalo, foram registrados outros dois arrombamentos. O último, às 3h de hoje, foi o único em que um suspeito foi preso. Segundo a diretora, os furtos ocorrem sempre em dias de chuva. Por volta das 23h de ontem, um vizinho ligou para a diretora avisando que havia alguém no pátio. A Brigada Militar (BM) foi até o local, mas não encontrou ninguém. A ligação seguinte que Ana Lúcia recebeu foi às 3h. Eram policiais informando que a escola havia sido atacada.

Os ladrões quebraram o portão da frente e arrebentaram a grade da janela da secretaria com uma barra de ferro. O alarme chegou a tocar, mas a central, que fica dentro da secretaria, foi destruída. A BM foi acionada, porque os vizinhos ouviram o barulho de vidros quebrados. O bandido ainda estava dentro do prédio quando os policiais chegaram. Ele já havia retirado da escola dez pacotes de folhas de ofício, um retroprojetor, um estabilizador, calculadora, telefone sem fio, dois roteadores para internet, e R$ 60 do xerox. Tudo foi recuperado.

No entanto, nos outros quatro arrombamentos, foram levados dois computadores, folhas, uma mesa de som, canetas, microondas, pertences dos professores, e pastas de alunos, com provas, trabalhos e boletins de desempenho, foram destruídas.

As aulas estão suspensas por tempo indeterminado. A volta das atividades vai depender de uma reunião entre diretores, professores e pais nesta segunda-feira. A intenção é formar uma comissão para conversar com o secretário da Educação, Ervino Deon.

Conforme a assessoria de imprensa da secretaria de Obras, o laudo liberando a residência para que um policial possa morar no local foi entregue para a secretaria estadual de Educação em 31 de agosto.


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