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Após reunião, ônibus seguem parados em Porto Alegre

Encontro entre Sindicato dos Rodoviários e prefeitura da Capital terminou sem acordo

Ônibus não circularam em Porto Alegre nesta quinta-feira
Ônibus não circularam em Porto Alegre nesta quinta-feira Foto : Jonathas Costa / Especial CP
Uma reunião entre representantes do Sindicato dos Rodoviários e prefeitura de Porto Alegre terminou sem acordo na tarde desta quinta-feira e, por enquanto, não há previsão de circulação de ônibus na Capital. Desde a madrugada e em função da greve geral convocada por centrais sindicais de todo o Brasil, nenhum coletivo saiu das garagens.

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Em entrevista à Rádio Guaíba, o presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, informou que os sindicalistas não abrem mão da paralisação geral. “Houve a confirmação de que o sindicato que não abre mão da paralisação total do transporte coletivo. Inclusive com ameaças de depredar os ônibus que estiverem em circulação”, sustentou Cappellari, que reforçou que a prioridade é garantir a segurança dos trabalhadores.

Apesar da negativa, Cappellari ressaltou que vai tentar reverter o quadro para colocar em circulação, ao menos, uma frota mínima de veículos. “Nós pretendemos colocar uma frota mínima em circulação na cidade para atender, principalmente, aquela população carente, que tem no transporte coletivo seu único meio de locomoção”, justificou.

Mais cedo, o prefeito José Fortunati reforçou que, por medo de depredações e agressões aos funcionários, os coletivos foram barrados na saída das garagens ainda na madrugada. “Eu andei pela cidade e realmente a situação é preocupante do ponto de vista da mobilidade urbana”, lamentou o prefeito. “Os piquetes estão muito fortes, estão ameaçando com depredações, o que ocorreu inclusive com os trens, e isso acaba prejudicando a cidade como um todo. E sem ônibus, a imensa maioria da população não consegue se deslocar”, ponderou.

Nas ruas, 250 agentes da EPTC orientam motoristas. As alternativas para os usuários do transporte público são as lotações, que funcionam de modo parcial, com tabela de horários reduzida, similar à utilizada nos domingos. Os veículos estão autorizados a transportar passageiros em pé. Já os táxis estão funcionando normalmente. Ontem, o Sindicato dos Táxistas (Sintáxi) alertou para a possível falta de veículos em função da demanda.

Justiça aguarda posição da EPTC para definir punição

Diante do descumprimento da determinação da Justiça do Trabalho, que pediu 50% da frota em circulação nos horários de pico, a vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRF4), desembargadora Rosane Serafini Casa Nova, disse que aguarda uma posição da EPTC para definir a punição que será aplicada. “Ontem mesmo eu pedi que a EPTC realizasse uma fiscalização. Até o final do dia, nós vamos contatá-la para ver se houve mesmo a paralisação total”, sintetizou a magistrada em entrevista à Rádio Guaíba.

A Justiça havia determinado que 50% dos coletivos da Capital operassem das 6h até 9h e das 16h30min às 19h30min. Além disso, 30% do efetivo deveria estar em operação nos demais horários. "Há uma determinação de que se não houver o cumprimento disso, tanto o sindicato dos trabalhadores quanto o sindicato das empresas devem efetuar o pagamento da multa”, reforçou. A Justiça do Trabalho previu uma multa de R$ 50 mil a quem descumprir a ordem judicial.

A respeito do pedido, Cappellari confirmou que o relatório sobre a greve geral será encaminhado ao Judiciário. "Nós estamos produzindo relatórios sobre tudo isso, essa que é uma determinação da sentença, que determinou que fôssemos fiscais. Vamos relatar exatamente como foi o sistema de transporte público durante o dia de hoje", ponderou.

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