Geral

Após temporal, moradores de Viamão limpam as casas e contabilizam os estragos

Água da chuva chegou a invadir pelo menos 500 casas

Água da chuva chegou a invadir pelo menos 500 casas
Água da chuva chegou a invadir pelo menos 500 casas Foto : Fernanda Bassôa / Especial / CP
 Depois do forte temporal na madrugada dessa quarta, os moradores dos bairros Augusta, Santa Isabel, Santo Onofre, Cecília, São Thomé, Gaúcha e Jaguaribe, de Viamão, aproveitaram o tempo firme desta quinta para limpar as casas e fazer a contabilização dos estragos causados pela chuva. O município da região Metropolitana de Porto Alegre foi um dos mais afetados pela mau tempo. A água da chuva chegou a invadir pelo menos 500 casas, muitas delas localizadas as margens do arroio Feijó. Em uma hora a precipitação pluviométrica chegou a 112 mm de chuva, 86% da média histórica do mês.

O mecânico Nei Roberto Teixeira Rodrigues, 55 anos, que perdeu tudo, lamentava os prejuízos. “Duas geladeiras, dois televisores, colchões, roupas, todo o rancho do mês, telefones e documentos. Foi tudo. A ponte de concreto que dá acesso ao outro lado do bairro foi arrastada pela chuva, estamos ilhados. Ninguém da prefeitura apareceu aqui. Estamos esquecidos”, disse.

A dona de casa e mãe de um bebê de um ano e três meses, Tafne Andrade Pinto, se emociona ao lembrar os momentos de pânico que viveu com a família. “Acordei para ver meu filho e quando coloquei o pé no chão, a água já tinha invadido minha casa. Quando saí na rua, ela batia no pescoço. Corremos para acordar o vizinho. Caso contrário, teria morrido afogado. Perdi tudo.”

A prefeitura de Viamão informa que segue com as equipes de prontidão em cinco escolas (EMEF Luciana de Abreu, EMEF Alberto Santos Dumont, EMEI Santa Cecília, EMEF Alberto Pasqualine e EMEF Recanto da Lagoa) fazendo o cadastramento e atendimento dos atingidos. Na região das Augustas, a Corsan cedeu caminhões sugadores para secar a água acumulada na rua. Também está sendo realizada, de forma simultânea, a limpeza e retirada de lixos e entulhos por sete patrolas, cinco caçambas e caminhões.

O secretário de Gestão e Relações Institucionais, engenheiro Nilton Magalhães, que esteve acompanhando o trabalho durante toda a manhã, disse que o transbordo do arroio aconteceu devido ao represamento de veículos - arrastados para dentro do canal e que ficaram presos nas tubulações.