O Uber completa um ano de serviço em Porto Alegre neste sábado. A operação do serviço de transporte causou polêmicas, principalmente envolvendo taxistas e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Nestes 12 meses, no total, 125 veículos foram apreendidos por transporte clandestino.
A cada veículo apreendido, o motorista fica sujeito a multa de R$ 7,3 mil. Conforme o presidente em exercício da EPTC, Marcelo Soletti, o motorista pode solicitar a liberação do veículo após pagamento do guincho, independentemente de ter pago a multa ou não – basta apresentar os documentos necessários.
Do total de veículos apreendidos, em dois casos a Justiça determinou liberação do carro. Segundo Soletti, a decisão judicial apenas acelera o processo, já que o veículo sempre é liberado se são apresentados todos os documentos. O processo dura cerca de 15 dias, enquanto o processo da multa tramita separado. O presidente em exercício estima que apenas 10 tenham pago, já que a tramitação pode ser demorada.
Para tentar superar a concorrência do Uber, o Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintaxi) lançou, em setembro, um aplicativo. Conforme o diretor administrativo, Adão Ferreira, a estimativa é de que o serviço de táxi tenha caído 70% durante a noite e 40% durante o dia após o início da operação do Uber. Assim, com o aplicativo, que leva o mesmo nome do sindicato, o usuário pode dar uma nota para o taxista. Isto tem como objetivo punir o mau profissional e ir ao encontro do que o passageiro quer, como explica Adão Ferreira:
“Na realidade, o que o passageiro quer é o básico [em relação ao motorista]: ser educado e tratar com educação. Ele não quer mais do que isso aí. Como nós temos um número grande de taxistas que faz isto, estamos chamando os profissionais para o aplicativo. Chamando o profissional por ele, nós temos a gerência de punir o mau taxista, tirar o mau taxista do meio do sistema, ao qual causa uma corrosão muito grande”, detalha Adão Ferreira.
O Uber, assim como outros aplicativos de transporte individual, está prestes a ser legalizado. O projeto de lei que regulamenta os transportes, aprovado na Câmara de Vereadores em outubro, deve ser encaminhado para sanção do prefeito José Fortunati na próxima semana. Depois disso, o prefeito tem 15 dias para decidir se sanciona ou não, mais 48 horas para comunicar o Legislativo.
Após um ano em Porto Alegre, Uber registra 125 veículos apreendidos
Multa por veículo apanhado é de R$ 7,3 mil