O protesto de caminhoneiros – que causou congestionamento na área central de Porto Alegre – ganhou a adesão de trabalhadores do transporte fluvial e marítimo no final da manhã. Manifestantes percorreram, a pé, a freeway e bloquearam o tráfego sobre a ponte do Guaíba por cerca de uma hora.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Marítimos e Fluviais do Rio Grande do Sul (Sinflumar), Valdez Francisco de Oliveira, cerca de 450 pessoas estão desempregadas devido à restrição na retirada de areia do Rio Jacuí. Segundo ele, esse número representa 70% da mão de obra do setor. A manifestação foi justamente contra a proibição da extração de areia por três empresas, determina pela Justiça Federal em 15 de maio.
Mais de 100 caminhoneiros gaúchos que trabalham no transporte de areia partiram, por volta das 8h, da rua João Moreira Maciel em direção à avenida Castelo Branco, uma das principais vias de acesso a Porto Alegre. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) bloqueou as vias por onde os caminhoneiros trafegaram: avenida Castelo Branco, avenida Mauá, rua João Goulart, rua Lima e Silva, rua Luis Englert, rua Paulo Gama e Túnel da Conceição, com retorno ao ponto de partida. Durante o trajeto, os manifestantes promoveram "buzinaços" para chamar a atenção de motoristas e pedestres.