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Apagão é episódio superado, diz ministro de Minas e Energia

Presidente Lula decidiu dar licença prévia à hidrelétrica Belo Monte na próxima segunda-feira

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quinta-feira que o episódio do apagão da última terça-feira está superado. Segundo ele, o governo já tomou todas as medidas e conseguiu resolver tudo em um período curto. O blecaute que deixou 18 estados do País no escuro foi atribuído ao mau tempo que afetou o sistema de transmissão.

A declaração foi feita após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que decidiu que a licença prévia para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte vai sair na próxima segunda-feira. Lobão negou que a decisão tenha sido acelerada por causa do apagão, dizendo que o encontro já estava marcado antes do episódio.

“Trata-se de uma iniciativa no sentido de assegurar a segurança energética do País”, disse. O ministro informou que Belo Monte terá a capacidade de 11.300 megawatts e será a terceira maior usina hidrelétrica do mundo.

Sobre o pedido de explicações do Ministério Público Federal, Lobão se limitou a dizer que "cada um tem o direito de fazer o que está em suas atribuições". Nesta quinta-feira, o MPF deu 72 horas para a Secretaria Executiva do Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o diretor jurídico da usina de Itaipu apresentarem documentos que expliquem o blecaute.

A Procuradoria está especialmente interessada nas comunicações entre os agentes do setor elétrico (geradores, transmissores e distribuidores), mas pede também atas de reuniões, notas técnicas e laudos produzidos desde que o apagão aconteceu.

O Ministério Público quer, ainda, que as autoridades se manifestem sobre o caso em 15 dias, indicando responsáveis e informações sobre se a pane não poderia ter sido evitada e se, a partir de agora, há medidas possíveis para evitar um novo blecaute.

Participaram da reunião o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, autoridades do setor elétrico, representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e do Instituto Chico Mendes.

As informações são do R7.