A coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Tani Ranieri, explicou que a prevenção é importante para que as gestantes não fiquem ainda mais suscetíveis. Ela ressaltou que, durante a pandemia do vírus H1N1, registrada em 2009 no Rio Grande do Sul, 21 grávidas morreram.
A campanha nacional de vacinação prossegue até 13 de maio. A coordenadora salientou que a vacina serve como prevenção a gripes fortes, que podem desencadear, inclusive, doenças mais sérias, como pneumonias. Além disso, ajuda a reduzir o número de internações em hospitais durante o inverno. Órgãos de saúde como a Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do RS (Sogirgs) e Sociedade de Pediatria do RS (SPRS) se uniram à campanha, orientando os médicos a indicar a vacina.
Até 13 de maio, crianças com menos de dois anos, trabalhadores de saúde, gestantes, indígenas e idosos devem procurar um posto de saúde para receber, gratuitamente, a dose da vacina tríplice.
A vacinação dos profissionais da Saúde deve ser feita nos locais de trabalho. Já os demais grupos devem procurar as Unidades Básicas de Saúde. As crianças com idade entre 6 meses e dois anos precisam ser imunizadas duas vezes, com 30 dias de intervalo. A exceção vale só para os bebês que já receberam a vacina sazonal – sem contar a vacina contra a gripe A, feita no ano passado, que não continha a cepa de influenza sazonal.
Segundo o Programa Estadual de Imunizações, a única contraindicação formal para a vacina é para as pessoas que tenham alergia severa à proteína do ovo. Para quem tiver quadro de doença aguda e febril, a sugestão é adiar a vacina até a resolução do quadro clínico.