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Apesar de duplicada, situação da BR 101 ainda é precária

Após quatro anos do prazo inicial de término das obras, há máquinas e operários no trecho gaúcho

Buracos ainda estão abertos nos acostamentos
Buracos ainda estão abertos nos acostamentos Foto : Mauro Schaeffer
Apesar dos sucessivos atrasos na duplicação da BR 101 no trecho entre Osório e Torres, o motorista que trafega pela rodovia vê concretizado o sonho da duplicação. Isso significa que quem planeja pegar a estrada no próximo verão e seguir rumo às praias do Litoral Norte encontrará 100% do trecho gaúcho duplicado e liberado.

Mas ainda existem alguns gargalos que precisam ser vencidos. A sinalização é deficiente em muitos locais. Obras nas vias urbanas paralelas à BR, como a construção de passeios e ciclovias, estão em curso; assim como a complementação de retornos e a construção das passarelas para pedestres. Portanto, se consideradas essas questões pontuais e imprescindíveis para o tráfego seguro na estrada, a BR 101 infelizmente permanece em obras.

Para verificar as condições da rodovia depois de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurar oficialmente os 88,5 quilômetros da estrada no Rio Grande do Sul, a reportagem do Correio do Povo percorreu a BR 101 e conferiu as dificuldades dos moradores às margens da via. Passados quatro anos do prazo inicial de término das obras, a rodovia finalmente está duplicada, mas os motoristas ainda terão de conviver com o vaivém de máquinas e de operários no trajeto gaúcho.


Maquinário pesado ainda trabalha na rodovia e atrapalha a vida de quem vive nos arredores | Foto: Mauro Schaeffer

Um dos trechos considerados mais críticos é o da Vila Fernando Ferrari, em Três Cachoeiras. A intenção é de que os trabalhos sejam finalizados até o final deste ano. A dona de casa Marisa Hieger Oliveira, 46 anos, tem esperança. “A duplicação foi bem-vinda, mas vem nos causando transtornos pela demora na conclusão das obras. Nossa segurança está ameaçada”, alerta.

Devido à situação, a Polícia Rodoviária Federal reforçou a vigilância. Nos demais pontos da BR 101, os trabalhos não oferecerem riscos, pois ocorrem nas vias paralelas. As exceções foram a obra de canalização de um arroio no km 85 e de recapeamento, no km 40. Em ambos procedimentos, os operários precisaram bloquear parcialmente uma das vias.

Otimista, o chefe da Unidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) de Osório, engenheiro Delmar Pellegrini, prevê que até dezembro as obras que restam na BR 101 estejam concluídas. Em virtude dos sucessivos atrasos, os gastos no trecho gaúcho da rodovia triplicaram, saltando de R$ 380 milhões, quando foi licitada em 2004, para R$ 1 bilhão, atual estimativa de custo de todo projeto, incluindo desapropriações e programas ambientais.

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