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Apresentação alegra UTI Covid-19 do Hospital Nossa Senhora da Conceição

Iniciativa presta assistência espiritual a pacientes e seus familiares do GHC

É reconhecida a capacidade que a música tem de mudar para melhor o astral em qualquer ambiente. Em se tratando de profissionais de saúde extenuados e pacientes em busca de cura, em meio a uma pandemia, então, essa virtude se multiplica. Foi o que aconteceu na manhã desta sexta-feira, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19 do Hospital Nossa Senhora da Conceição, com uma apresentação voz e violão do projeto Eliézer.

A iniciativa, que presta assistência espiritual a pacientes e seus familiares do GHC (Grupo Hospitalar Conceição) por meio de preces e da música retomou as apresentações presenciais, antes impedidas por conta das restrições impostas pelo coronavírus. Na véspera de Natal, o pastor Elbert Jagnow esteve com o filho, Martin Ezequiel, que entoou canções à equipe do setor e enfermos que se recuperam da doença. “Deixamos uma mensagem natalina, dando o pontapé na volta das atividades no hospital com alegria. A ideia é que façamos semanalmente a partir do ano que vem”, conta Jagnow, que tem outros dois filhos também músicos. “Minha filha, Lauren, inclusive, faz atualmente o mesmo trabalho no Hospital Vida e Saúde, em Santa Rosa”, orgulha-se.

Segundo a médica coordenadora da UTI, Taiani Vargas, a iniciativa é um incentivo para os que estão internados. “O projeto é bem bonito. Os pacientes que estavam nas áreas de acordados ficaram muito emocionados e gostaram da visita. É um ânimo para que 2022 seja muito melhor”, ressaltou. Os números estão contribuindo para a expectativa otimista da médica intensivista. “Quando vi o boletim diário do controle de infecção, vi que só tínhamos uma pessoa contaminada com Covid-19 na UTI. Acredito que nesta semana possamos chegar a nenhum paciente transmissível. É uma sensação de dever cumprido e de esperança”, projeta Taiani.

Em 2022, o projeto Eliézer passará pelas alas das quatro casas de saúde do GHC (Conceição, Criança Conceição, Cristo Redentor e Fêmina), com a inclusão de violinos nas apresentações, uma iniciativa tradicional no grupo hospitalar. “Eu já faço essa assistência lá desde 2003, primeiramente, atuando com cuidados paliativos a pacientes terminais e, depois, ampliando a outros setores. Queremos fazer diariamente no setor de oncologia, sempre respeitando as denominações religiosas”, adianta o pastor.