O aumento de cerca de 12% agradou em parte as categorias. Sindicalistas do poder Judiciário e do Ministério Público alegaram que a campanha salarial é referente ao ano passado e que uma nova, com melhores índices, já começou a ser elaborada. De acordo com o coordenador-geral do Sindjus, Valter Assis Macedo, desde 2004, as perda salarial acumulada atinge a cifra de 56%. Em ambos os órgãos há quase 12 mil funcionários entre ativos e inativos.
O impacto financeiro aos cofres públicos com o aumento no TJ é de R$ 41 milhões neste ano e de R$ 119 milhões, em 2012; no Ministério Público, de R$ 8 milhões em 2011 e de R$ 22 milhões, no ano que vem; na Assembleia, de R$ 8 milhões imediatamente e de R$ 25 milhões, a partir de janeiro; no Tribunal de Contas do Estado, de R$ 7 milhões em 2011 e de R$ 24 milhões, em 2012.
Parlamentares de situação e oposição trocaram farpas durante a votação, mas não divergiram na hora do voto. A líder do governo, Miriam Marroni, afirmou que essa foi a forma que o Estado encontrou para oferecer ganho real nos salários, parcelando o aumento, já que de forma imediata não há condições financeiras.