Os aprovados no concurso público da Polícia Civil, inspetores e escrivães, realizaram nesse domingo um protesto no Parque da Redenção. Um grupo de mais de 100 pessoas participou de uma caminhada em favor da segurança pública. A iniciativa contou com a participação de agentes da Polícia Civil e de soldados da Brigada Militar que acompanharam nas viaturas a caminhada que saiu do Parque da Redenção e seguiu pelas avenidas Venâncio Aires e Aureliano de Figueiredo Pinto em direção a Usina do Gasômetro. Os novos policiais foram aprovados em um concurso feito em 2013 e até gora não foram nomeados.
O presidente da Ugeirm/sindicato, Isaac Ortiz, disse que a situação da segurança pública gaúcha está entrando em colapso em razão da falta de pessoal. “A segurança não pode esperar seis meses. Os concursados precisam assumir imediatamente. Queremos que o governador José Ivo Sartori exclua a segurança pública do seu decreto”, ressaltou.
Segundo Ortiz, o governo estadual não pode tratar a vida das pessoas com número financeiro. Segundo o presidente da Ugeirm/sindicato, o novo governo assumiu e até momento não realizou nenhum encaminhamento sobre a situação dos 650 novos policiais aprovados no concurso. “O governo precisa autor que os aprovados façam o curso da Academia de Polícia e que passado os seis meses possam assumir as suas funções na Polícia”, acrescentou. Conforme Ortiz, 130 dos 650 aprovados no concurso da polícia já são funcionários públicos.
Daniel Pinho, um dos representantes dos concursados, disse que 700 pessoas que foram aprovadas no concurso público realizado em 2013 foram nomeados no final do ano passado. Elas realizaram ainda o curso obrigatório de seis meses na Academia da Polícia Civil que permite após a sua realização a nomeação do policial. “O governador Sartori com o decreto suspendeu a realização do curso na Academia e agora estamos sem emprego e não sabemos quando seremos chamados”, explicou.
Aprovados em concurso da Polícia Civil protestam em Porto Alegre
Grupo de 100 pessoas realizou manifestação contra decreto de José Ivo Sartori