Apesar do custo, a preferência pelas praias gaúchas permanece e faz com que o passeio se repita ano após ano. “Nós gostamos muito daqui, por isso viemos sempre e no ano que vem pretendemos retornar”, contou a esposa de Michelod, Olga German, 63. O casal veio de Rafaela, na província de Santa Fé, acompanhado dos filhos e do neto, Simon Pasero, 2, que pela segunda vez mergulha em águas gaúchas.
Questionadas sobre a escolha por Capão da Canoa, outras quatro famílias argentinas, Aragues, Lugo, Bertoli e Da Luz, que viajam juntas todos os anos, não economizaram elogios ao lugar. “Aqui é calmo, as crianças podem brincar com segurança e a comida é muito boa”, frisou Paola da Luz, 35. As 12 pessoas não têm dúvidas quanto à escolha do lugar para passarem as férias.
A água quente e limpa também é decisiva na hora da escolha. “Não podemos nos esquecer da caipirinha e do churrasco”, frisou Paola. O churrasco integra o cardápio três vezes por semana. Segundo ela, na Argentina as praias também são mais caras e não são bonitas como as do Rio Grande do Sul. As quatro crianças correm livres e sem a preocupação dos pais. A segurança de Capão tranquiliza os estrangeiros. Por dia, cada uma das famílias gasta, em média, R$ 350.
Porém, neste ano, a única reclamação que eles têm é referente ao lixo. “Nos outros anos não encontrávamos nada, era tudo limpo; dessa vez, já encontramos bastante lixo”, contou Paola. Mas, apesar disso, a família assegurou: “Ano que vem, estaremos de volta”.