Os jornalistas agraciados receberam o Diploma Especial da ARI. Foram homenageados profissionais que completaram 80 anos de idade em pleno exercício da profissão. Entre eles estavam três ex-profissionais da Empresa Jornalística Caldas Júnior: Carlos Bastos, Isnar Camargo Ruas e Antônio Carlos Ribeiro, que por motivos de saúde foi representado pela filha Ana Cláudia. “Tenho certeza de que ele estaria honradíssimo porque a vida dele é o jornalismo. E ele amava essa casa”, disse ela. Também receberam o diploma Clayr Lobo Rochefort, Luiz Antônio Ribeiro Pires, Léo Leguisamo Vieira, Holmes Aquino, Paulo Sérgio Corrêa e Fernando Ernesto Corrêa.
Com o nome de Imprensa Livre, o café temático inaugurado pela ARI, no térreo do Edifício Alberto André, no Viaduto Otávio Rocha, foi criado para ser um ponto de encontro de jornalistas. Segundo o fotógrafo Alfonso Abraham, um dos idealizadores do espaço, a decoração do espaço será inspirada com imagens que ilustram a história da imprensa gaúcha.
Primeiro presidente da ARI foi Erico Verissimo
Criada em 19 de dezembro de 1935 na sede da Casa Rural por 114 jornalistas, a ARI teve como primeiro presidente o escritor Erico Verissimo. “A associação continua com o mesmo objetivo estabelecido em 1935, que é a defesa intransigente da liberdade de imprensa e de expressão, bem maior da sociedade”, ressaltou o atual presidente, Ercy Torma. Ele destacou que, nos últimos 75 anos, o livre exercício do jornalismo foi ameaçado em diversos momentos.
“Parte da vida da ARI foi dedicada a tirar jornalistas da cadeia”, afirmou ele, lembrando as prisões ocorridas durante a ditadura militar. Esse papel, segundo Ercy, deve ser ressaltado no momento em que estuda-se, nos parlamentos, a criação de mecanismos de controle da mídia. “Temos de estar atentos para que a censura não volte.”
As comemorações pelo aniversário da ARI foram encerradas com um coquetel no bar da entidade.