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Armadores da pesca de emalhe fecham a BR 392 entre Pelotas e Rio Grande

Manifestação causou fila de veículos de mais de oito quilômetros

Armadores da pesca fecham a BR 392 entre Pelotas e Rio Grande
Armadores da pesca fecham a BR 392 entre Pelotas e Rio Grande Foto : Fábio Dutra / Especial / CP
Armadores de barcos que atuam na pesca de emalhe industrial de fundo na região de Rio Grande, ligados ao Sindicato dos Armadores de Pesca do Rio Grande do Sul (Sindarpes), e trabalhadores associados ao Sindicato dos Pescadores de Rio Grande, fecharam a BR-392 nesta segunda-feira, no trecho entre Rio Grande e Pelotas, por uma hora e meia, entre as 15h e as 16h30min. Redes de pesca e pneus foram colocados sobre a pista, impedindo o tráfego de veículos. Dois caminhões de transporte de peixe também foram usados na ação, um protesto contra o artigo 1º da Portaria Ibama 121/1998, que proíbe a utilização ou transporte de redes de emalhe com comprimento superior a 2,5 quilômetros. A manifestação causou congestionamento na rodovia. Só no sentido Rio Grande-Pelotas, formou-se uma fila de veículos de quase oito quilômetros.

Conforme o armador Jorge Melo, de Rio Grande, a luta é pela suspensão do artigo até que o Grupo Técnico de Trabalho (GTT), criado em 15 de setembro pelos Ministérios da Pesca e do Meio Ambiente, defina as normas que irão reger a pesca de emalhe. Os armadores dizem que a 121/98 refere-se à pesca de cação no Nordeste e não se aplica à captura de outras espécies na pesca de emalhe industrial de fundo. Todos os barcos deste tipo de pesca usam redes de mais de 15 quilômetros de comprimento.

Tratativas visando a suspensão do artigo 1º vem sendo feitas pelos armadores com os Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e do Meio Ambiente (MMA) desde a Operação Rebojo, feita pelo Ibama entre 27 de setembro e 5 de outubro deste ano na Barra de Rio Grande. Nesta operação, foram apreendidos 47 mil metros de redes e quatro embarcações de pesca de emalhe.

Jorge Melo disse ter recebido telefonema do ministro da Pesca, Altemir Gregolin, dizendo que ainda nesta tarde iria resolver este problema. Ele também obteve informações do Ministério do Meio Ambiente no mesmo sentido. Como até às 15h não havia nenhuma resolução, foi realizado o protesto. Posteriormente, ele disse ter recebido telefonema do Ibama de Brasília garantindo que estava atendida a reivindicação da categoria. "Agora vamos aguardar a confirmação", observou Melo. O presidente do Sindicato dos Pescadores de Rio Grande, Carlos Roberto Silva Medeiros, disse que essa portaria já nem deveria existir porque foi criada para a pesca do cação, que há cinco anos está proibida.

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