• Chuva deixa micro-ônibus embaixo d'água em Porto Alegre
“Já perdi geladeira, cama, armário e sofá por causa da chuva”, disse o autônomo José Carlos da Luz, 64 anos. Segundo ele, pelo menos, duas vezes por ano as residências são invadidas pelas águas sujas do arroio. “Fica tudo podre”, comentou.
Arroio Feijó alaga casas e preocupa moradores em Alvorada | Foto: Arthur Puls
A comerciante Jussara Rosa da Silva Santos, 46 anos, estava preocupada com a casa do filho. O pátio dele já estava cheio d’água e ela temia que estragasse os dois carros na garagem. O quarto do neto dela, de 6 anos, amanheceu molhado. “Os sapatos estavam boiando”, destacou. A peça onde o servente Rogério Alencastro da Silva, 52 anos, vive não estava diferente. “Está inundado, mas não tem o que fazer”, lamentou. Alguns móveis ele já havia erguido, com medo de que molhassem. O material reciclado que recolhe da rua ficou comprometido.
Na Capital, o Arroio Capivara, no bairro Ipanema, quase chegou a transbordar. O pedreiro Adriano Lopes, 64 anos, que mora ao lado, monitorava o nível da água, já que normalmente ela invade a avenida Tramandaí e as residências da região. Outro arroio que geralmente passa do limite com qualquer precipitação é o Cavalhada, na zona Sul da Capital. Porém, apesar de cheio, ele não saiu do curso nesta sexta.