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Artesãos da Praça da Alfândega mudam de endereço nesta terça

Grupo reclama de nova localização na rua Cassiano Nascimento e pede equipamentos novos

Grupo reclama de falta de espaço em área na rua Cassiano Nascimento e pede equipamentos novos
Grupo reclama de falta de espaço em área na rua Cassiano Nascimento e pede equipamentos novos Foto : Paulo Nunes
A Praça da Alfândega, no Centro de Porto Alegre, vai ganhar um novo aspecto nesta terça-feira. Os artesãos, que há três anos ocupam provisoriamente a rua dos Andradas, irão mudar de endereço para a rua Cassiano Nascimento, do outro lado da praça, devido às obras de restauração do local. O grupo de 45 expositores alega, no entanto, que o projeto original prevê a aquisição de novas tendas, mais compactas, com recursos do PAC Cidades Históricas, do governo federal. Como não há previsão de chegada dos novos equipamentos, os artesãos reclamam que irá faltar espaço para a colocação de todas as barracas no novo local.

Segundo a presidente da Associação dos Artesãos da Praça da Alfândega (Artefan), Laci Beatriz Soares, os expositores dispõem hoje de uma área de 80 metros de extensão e o novo local tem 65 metros. Enquanto as bancas atuais possuem 2,5 metros, as novas terão dois metros. “Não estamos nos negando a mudar de lugar. O que queremos é que tenhamos condições de manter as 45 bancas”, afirma Laci. Ela diz, ainda, que os expositores foram comunicados da data da mudança há apenas duas semanas.

A responsável pela assessoria de planejamento da Secretaria Municipal de Produção, Indústria e Comércio (Smic), Jossana Cecchi Bernardi, explica que a realocação dos artesãos é necessária devido à restauração do calçamento da Praça da Alfândega. “A Cassiano Nascimento é o local de permanência deles”, enfatizou. De acordo com ela, a mudança de endereço não estava vinculada à chegada das novas bancas e a Smic não tem previsão de quando elas serão adquiridas.

A mudança preocupa não apenas os artesãos, mas também comerciantes estabelecidos na rua Cassiano Nascimento, já que as tendas ficarão em frente aos endereços comerciais. Um abaixo assinado foi organizado para ser entregue ao prefeito José Fortunati. Eles alegam que não foram ouvidos durante o processo de readequação da praça.

Sócio-proprietário de uma lancheria e de uma cafeteria localizadas no trecho, o empresário João Pedro dos Santos Neto afirma que a localização das barracas poderá afetar o faturamento, o que teria como consequência a redução do quadro de funcionários. “Iria acabar ‘matando’ as nossas lojas”, avalia.

Para a maioria dos artesãos, o ideal seria que a mudança fosse para a rua Sete de Setembro, que passa por dentro da praça. Como essa opção foi negada pela Smic, eles tentaram, pelo menos, adiar a mudança. “A ideia era permanecer mais um tempo na Andradas até que viesse o equipamento novo. Mas, se a situação é esta, temos de nos adequar”, afirma Roberto Dorigoni, que trabalha com a venda de camisetas. Por experiências anteriores, ele calcula que o movimento deverá cair em até 70% na rua Cassiano Nascimento. Mesmo assim, pensa em manter a tenda.


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