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Artistas de rua fazem “tour” ao longo do verão

Malabaristas passam por diversas praias para ganhar a vida ao longo do verão

Quem passou no cruzamento das avenidas Paraguassu com Ararigboia, em Capão da Canoa, nos últimos dias, teve a oportunidade de ver um espetáculo de malabaristas pintados na cor prata, na faixa de segurança. “Somos os artistas de rua prateados”, anuncia Douglas Moreira da Silva, de 25 anos, há 10 na atividade. Ele aponta e chama Robson da Cruz, 28, considerado o professor da trupe, que tem ainda Wagner José, 34. Eles fazem malabarismo com cones, bolinhas e tudo que possa ser equilibrado e jogado.

“A gente corre atrás da máquina”, diz Robson, que iniciou a carreira há 15 anos. Ele conta que a jornada inicia cedo, lá pelas 7h e segue no dia todo. “O melhor é à noite, quando usamos fogos”, conta. Segundo ele, dá para se manter e sustentar as famílias com o que faturam. Todos são casados e pais. Passam em Capão, depois Tramandaí, Torres e seguem até o litoral catarinense. Nessas andanças, dividem o aluguel e dizem morrer de saudade dos seus. “A gente ganha R$ 1,00, R$ 2,00 ou R$ 3,00. No final do dia, dá para tirar uns R$ 80,00, R$ 100,00 ou R$ 120,00”, revela Douglas. “A nossa vida é dura, mas somos artistas e o público, em sua maioria, trata a gente bem. Não largo esta vida por nada deste mundo”, assegura.

Já Wagner deixou as festas funk onde era conhecido como DJ Xurupita. “Aí conheci esta vida que me recompensa e me satisfaz mais”, garante.