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Artistas organizam ato em defesa da democracia em Porto Alegre

Grupo se reuniu na Redenção neste domingo para protestar contra o impeachment da presidente

Grupo convocou novo protesto para a próxima quarta-feira
Grupo convocou novo protesto para a próxima quarta-feira Foto : Fabiano do Amaral
*Com informações das repórteres Mauren Xavier, Cíntia Marchi e Jézica Bruno

Um grupo composto por artistas e produtores culturais, se reuniu na tarde deste domingo no Parque Farroupilha em um manifesto da cultura pela democracia. Eles pediam paz e se diziam contra o golpe e a tentativa de tirar a presidente Dilma Rousseff do governo. “Nosso objetivo é impedir que o Brasil retroceda através do golpe”, afirmou o produtor cultural Moah Sousa, um dos organizadores do ato.

Os manifestantes também chamaram a população para um outro protesto que deverá ser realizado na próxima quarta-feira no Largo Zumbi dos Palmares com a mesma temática. A concentração está marcada para as 17h e depois haverá caminhada até o Teatro Renascença, onde serão realizados shows com artistas como Nei Lisboa.

Acampamento pelo Impeachment

Os manifestantes que pedem a saída de Dilma também seguiram mobilizados. Chamada de “Acampamento Sergio Moro”, a concentração contra o governo federal no Parque Moinhos de Vento, o Parcão, chegou ao quarto dia neste domingo. Apesar da chuva no sábado e do tempo fechado neste domingo, o grupo permanecia no local, em tendas improvisadas e barracas entre as árvores, próximo à rua Mostardeiro.

Eles estão desde a noite de quinta-feira próximo ao cruzamento da avenida Goethe e Mostardeiro, local que serviu de encontro para movimentos anti-governo. Em suas manifestações e nas faixas, o grupo de cerca de 30 pessoas defende a renúncia da presidente e apoia as ações do juiz Sérgio Moro, no comando das operações da Polícia Federal Lava-Jato.

Segundo o administrador de empresas Hércules Alessio, a mobilização deve permanecer até a mudança no governo federal. “Não podemos aceitar. Infelizmente no Brasil roubar e mentir não dá cadeia”, disse ele.

Apoio e provocações

Os integrantes improvisaram locais para fazer as refeições e também relataram o apoio voluntário de outras pessoas, que ajudaram com mantimentos e água. “A adesão é totalmente espontânea. As pessoas simplesmente chegam querendo ajudar ou conversar”, comentou Adriano Costa, que integra o ato desde a quinta-feira passada.

Assim como ocorreu nos outros dias, muitos veículos passam buzinando em apoio. Há ainda aqueles que passam provocando, como gritando “não vai ter golpe”, lema dos defensores do governo federal. Mas não foram registradas ocorrências de violência.