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Com 110 estabelecimentos especializados na venda, principalmente de produtos do setor de alimentação – bancas de frutas, verduras, açougues, peixarias, doces, bebidas, bares e restaurantes – o Mercado Público contempla os setores culturais e regionais. Cerca de 2 mil pessoas trabalham no local e algumas bancas vêm sendo administradas "de pai para filho" desde o começo do século passado.
Foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre em 1979, através de lei amplamente debatida na Câmara, quando as obras da I Perimetral, na administração Thompson Flores, ameaçavam demolir o prédio. Na Sala do Memorial do Mercado, no segundo andar – destruída pelo fogo no sábado – constava uma exposição permanente, na qual o visitante podia conhecer a história do prédio e ter uma noção clara do que era a cidade. Diversas páginas do Correio do Povo integravam essa exposição histórica, mostrando o movimento que a comunidade gaúcha fez em favor da manutenção do prédio.
Com o incêndio de sábado, foram quatro sinistros que atingiram o Mercado desde sua inauguração. O primeiro, ainda em obras, em 1912. A grande perda, neste primeiro, foram os 24 chalés que ficavam no centro do prédio. Também houve a morte de aves e outros pequenos animais. Os outros foram menores: em 1973 e 1979. O prédio histórico também resistiu à grande enchente de 1941. Em 3 de outubro de 2013, o Mercado Público completará 144 anos.
Em 1987, foi criado o Fundo Municipal do Mercado, formado com a receita arrecadada das permissões de uso, tendo a finalidade de custear a restauração, reforma, manutenção e revitalização do prédio.