Um rompimento na tubulação de tanques de armazenamento de emulsão asfáltica da empresa Queiroz Galvão causou a contaminação do arroio São João, em Osório, e há risco da substância química atingir a Lagoa da Pinguela, no Litoral Norte. O vazamento de cerca de 20 mil litros de asfalto líquido teria iniciado na madrugada, mas foi visualizado por volta das 9h. Até o início da noite desta sexta-feira, equipes do Serviço de Emergência da Fepam e da construtura, responsável pela duplicação da BR-101, trabalhavam na colocação de barreiras de contenção, com terra e espuma, para evitar que o químico se espalhasse. O acidente ambiental ocorreu na localidade de Agua Pés, na altura do km 82 da rodovia. O arroio São João, que cruza a BR-101, está próximo aos túneis que estão sendo construídos na duplicação da via.
O químico da equipe de emergência da Fepam, Luiz Fernando Guaragni, afirmou que o local esta sendo monitorado. "Estamos tentando conter o vazamento, para que não atinja a lagoa", afirmou. Neste sábado, Guaragni e o engenheiro químico da Fepam, André Milanez deverão vistoriar o local. A empresa deverá ser multada pela Fepam pelo vazamento, assim que a situação for dimensionada. Até o meio da noite, a construtora, com sede no Rio de Janeiro, tinha tinha recibido nenhuma notificação sobre o acidente.
Asfalto líquido pode atingir Lagoa da Pinguela, no Litoral Norte
Rompimento de tubulação de tanque de armazenamento da substância já contaminou arroio São João, em Osório