Em outubro, os fiscais constataram a falta de prontuário médico para os idosos assistidos, alimentos com prazo de validade vencido desde 2005 e roupas sujas misturadas às limpas. A proprietária, Dalila Ribeiro, que mora no local com um filho, insiste em manter o local aberto. Ela rebate as denúncias e sustenta ter sido orientada pelo advogado de defesa a receber novos idosos. A proprietária ainda prometeu lutar na justiça para que o asilo volte a funcionar.
De acordo com o médico e fiscal da Vigilância Sanitária Paulo Zubaran, que na primeira interdição constatou mais de 100 irregularidades na casa, os idosos eram mantidos em quartos escuros, sem ventilação, com pouca alimentação e sem cuidados médicos mínimos.
Fiscais da Vigilância começaram a contatar com os familiares dos três idosos internados para que sejam retirados da casa. “Os parentes terão que removê-los e aqueles que não têm parentes serão encaminhados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social para outras instituições da cidade. Conversaremos com o Ministério Público sobre aqueles idosos que ela (proprietária) tem curatela”, explicou.