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Assembléia e trabalhadores darão início à negociação do piso regional

Presidente do Legislativo encontrará lideranças das centrais sindicais nesta quinta-feira

A definição sobre o índice de reajuste do piso regional estadual para 2010 ficará a cargo da Assembleia Legislativa. A afirmação é do chefe da Casa Civil, Bercilio Osvaldo Luiz da Silva, que confirmou nesta quarta-feira que o governo do Estado não proporá nenhum índice. "A negociação ficará com o Legislativo. Quando eles entrarem em um consenso, o Executivo enviará um projeto de lei à Assembleia para ser votado", declarou. Segundo o chefe da Casa Civil, o texto deverá incluir a construção de uma lei que regule o piso de forma permanente. As negociações começam na tarde desta quinta-feira na Assembleia, quando o presidente do Legislativo, Giovani Cherini, vai se reunir com as lideranças das centrais sindicais (CUT, CTB, CGTB, Força Sindical, NCST, UGT) para conhecer os posicionamentos e reivindicações dos trabalhadores.

Cherini adiantou que após a reunião com as entidades, será marcada uma audiência com o chefe da Casa Civil, que já encarregou o líder do governo na AL, deputado Adilson Troca, de nogociar pelo Piratini. O objetivo, de acordo com Cherini, a intenção é estabelecer um valor compatível com a realidade econômica do Estado e as necessidades dos trabalhadores gaúchos. "Nosso objetivo é chegar a um denominador, para que o Executivo encaminhe ao Parlamento um projeto de lei estabelecendo novos valores para o piso regional contemplando o resultado das discussões”, afirmou o presidente do Legislativo.

O presidente da CUT, Celso Woyciechowski, afirmou que o índice de reajuste reivindicado pelos trabalhadores é de 14%. "Quermos negociar ainda uma polítcia de recuperação do piso regional em cinco anos", ressaltou. SEgundo ele, a intenção é fazer com que o piso regional volte ao mesmo patamar de quando ele foi criado em 2001 em comparação ao valor do salário mínimo nacional. Na época, o piso regional vale 28% a mais do que o mínimo nacional. Atualmente, o piso, que é divido em quatro faixas salariais, varia de R$ 511,29 a R$ 556,06.

O presidente da Federasul- reeleito recentemente-, José Paulo Dornelles Cairoli, reafirmou a contrariadade a existência do piso regional. Segundo ele, qualquer aumento trará mais informalidade. Para Cairoli, as centrais de trabalghadores usam o piso regional como artifício para balizar as negociações de dissídios de diversas categorias que o piso não abrange.