“Será um dia para visitarmos as agências e convencermos os colegas sobre a importância do movimento, diante da falta de avanço na negociação”, apontou Salles. A partir da manhã de terça, quem for ao banco deverá enxergar os adesivos que alertam os usuários sobre a paralisação, afixados nas fachada das agências.
O pedido é pela reposição da inflação mais 5% de aumento real, com piso salarial de R$ 2.416,38. Os trabalhadores também pedem mais contratações, fim das metas abusiva e mais segurança.
Acerca deste item, os pedidos são pela obrigatoriedade da porta de segurança em todas as agências e postos; fim da guarda das chaves do cofre e das unidades por bancários e vigilantes; proibição ao transporte de numerário por bancários; biombos e divisórias para garantir privacidade nos saques; além de melhoria da assistência de saúde às vítimas de assaltos e sequestros.
Desde a primeira semana do mês, quando a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) apresentou proposta de reajuste salarial muito distinta da reivindicação dos bancários, os trabalhadores ameaçam cruzar os braços. Ao todo, a categoria reúne cerca de 500 mil funcionários no País.
Os banqueiros apresentaram proposta de reajuste linear para salários, pisos e benefícios de 6%. "As expectativas que eles (bancários) demonstram estão fora da realidade que a economia está vivendo. Este ano a economia está muito indefinida. Precisamos de certa cautela para fazer acordos", justificou o diretor de Relações de Trabalho da Fenaban, Magnus Ribas Apostólico.
Ele contesta a avaliação dos bancários de que a Fenaban não está disposta a negociar: "Nós dissemos a eles: avaliem a proposta, vejam se existe alguma coisa que precisa ser feita de forma diferenciada, que nós levaremos aos bancos". De acordo com ele, a Fenaban está disposta a fechar acordo com os bancários, mas tem limitações. "Temos uma convenção coletiva bastante cara com muitos benefícios. É possível evoluir, mas não é possível fazer grandes saltos", avaliou.
Com informações da Agência Estado.