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Assembleia definirá regras para trotes em universidades gaúchas

Comissão de Educação deve realizar audiência pública sobre o assunto

A Assembleia Legislativa deve definir regras para o trote no Estado, após o calouro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Felipe Boff Molski, 18 anos, entrar em coma alcoólico, na última sexta-feira. O presidente do Parlamento, Adão Villaverde (PT), acredita que uma alternativa para evitar a violência é criar uma norma para que recepções a novos alunos só possam ser feitas dentro de parâmetros que evitem humilhação e a degradação moral e física.

Ainda não há uma minuta de projeto, mas a intenção é fazer com que não ocorram mais casos como os denunciados pelo coordenador do Diretório Central de Estudantes, Rodolpho Mohr. No fim de semana, ele relatou à Rádio Guaíba que, em muitos trotes, as garotas têm que simular sexo oral com objetos, entre outras situações.

A ideia da lei é fazer com que, tanto alunos como universidades federais, estaduais e particulares sejam responsabilizados por atos abusivos. A presidente da Comissão de Educação, deputada Juliana Brizola (PDT), deverá convocar audiência pública para debater o assunto nos próximos dias.

Na segunda-feira, o reitor da Ufrgs, Carlos Alexandre Netto, emitiu uma nota em que defende a punição a trotes abusivos. Ele reforçou que a prática de recepção aos novos alunos é regulamentada desde 2001 e que a instituição está atenta a possíveis excessos de estudantes.

A Brigada Militar (BM) abriu sindicância para investigar se houve negligência por parte de policiais militares (PMs) na prestação de socorro ao calouro. A família da vítima, aprovada no curso de Ciências da Computação, acusou os policiais e o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) de negarem assistência ao rapaz, que ficou deitado no Parque da Redenção durante quatro horas até ser levado por familiares ao Hospital de Pronto Socorro (HPS). O jovem recebeu alta um dia após o trote.

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