Cinco núcleos decidiram apoiar greve a partir de março de 2012 e seis foram contrários à paralisação. Outros dois informaram que vão acatar a decisão da assembleia. "A assembleia geral é a instância máxima da entidade. Por enquanto, temos indicativo de greve", disse a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira.
A categoria reivindica a implantação imediata do piso salarial para professores, aprovado em 2008, de R$ 1.187. Hoje o professor recebe R$ 790 para 40 horas semanais. O governo aceita pagar o piso até o fim do mandato de Tarso Genro, em 2014. Os professores protestam ainda contra a reforma educacional proposta pelo governo, que inclui novo sistema de avaliação do magistério, alteração no plano de carreira e no Ensino Médio.
Para Rejane, o ponto mais grave da proposta talvez sejam as mudanças no Ensino Médio. "O governo quer aprofundar as desigualdades, fazendo com que o aluno seja uma mão de obra barata atendendo às necessidades do empresariado", criticou a sindicalista, que defende a decisão de iniciar uma greve em pleno final do ano letivo. "O governo, além de não pagar o piso, tenta fazer uma reforma com a qual não estamos de acordo", afirmou.