Geral

Assembleia do Cpers votará indicativo de paralisação amanhã

Tendência é pela aprovação do estado de greve por tempo indeterminado

Dos 42 núcleos do Cpers/Sindicato, 29 decidiram aprovar o indicativo de greve por tempo indeterminado em suas assembleias regionais. As últimas decisões foram tomadas, nessa quarta-feira, em Cruz Alta, Santa Maria, Uruguaiana, São Luiz Gonzaga (pela greve), Santiago (greve em março) e Ijuí (contra a greve). A decisão final cabe à assembleia geral, que ocorre amanhã, às 13h30min, no Gigantinho, na Capital. A tendência é pela aprovação do estado de greve por tempo indeterminado.

Cinco núcleos decidiram apoiar greve a partir de março de 2012 e seis foram contrários à paralisação. Outros dois informaram que vão acatar a decisão da assembleia. "A assembleia geral é a instância máxima da entidade. Por enquanto, temos indicativo de greve", disse a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira.

A categoria reivindica a implantação imediata do piso salarial para professores, aprovado em 2008, de R$ 1.187. Hoje o professor recebe R$ 790 para 40 horas semanais. O governo aceita pagar o piso até o fim do mandato de Tarso Genro, em 2014. Os professores protestam ainda contra a reforma educacional proposta pelo governo, que inclui novo sistema de avaliação do magistério, alteração no plano de carreira e no Ensino Médio.

Para Rejane, o ponto mais grave da proposta talvez sejam as mudanças no Ensino Médio. "O governo quer aprofundar as desigualdades, fazendo com que o aluno seja uma mão de obra barata atendendo às necessidades do empresariado", criticou a sindicalista, que defende a decisão de iniciar uma greve em pleno final do ano letivo. "O governo, além de não pagar o piso, tenta fazer uma reforma com a qual não estamos de acordo", afirmou.


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