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Assembleia dos metroviários mantém estado de greve

Sindicato acredita que movimento deve ganhar forma e já analisa formas de paralisações

Sindicato acredita que movimento deve ganhar forma e já analisa formas de paralisações
Sindicato acredita que movimento deve ganhar forma e já analisa formas de paralisações Foto : Carla Ruas / CP Memória
Os metroviários decidiram nesta segunda-feira permanecer em estado de greve e, ao longo desta semana, realizar plenárias em todos os setores da Trensurb para consultar os funcionários sobre a possibilidade de paralisação. “Vamos fazer reuniões com o pessoal da manutenção, da operação dos trens, da segurança, do administrativo e decidir se vamos optar por paralisações de 24 horas ou greve por período indeterminado. Temos certeza que o movimento vai se intensificar, porque não podemos continuar trabalhando com o fantasma da insegurança”, diz o vice-presidente do SindiMetrô, Clóvis Nei Pinheiro.

A reivindicação dos metroviários é a contratação de mais funcionários, especialmente, na área da segurança para inibir a violência. No domingo à noite, na estação São Pedro, em Porto Alegre, registrou-se mais um assalto. “Como tinha pouco dinheiro na bilheteria, porque o movimento aos domingo é menor, por pouco o ladrão não matou o nosso colega”, conta Pinheiro. Segundo o vice-presidente, há necessidade de contratação pelo menos 200 seguranças para diminuir o clima de tensão nas estações. “Já houve concurso e estes profissionais não foram chamados pela empresa. Enquanto isso, nas últimas semanas a violência só cresceu nas bilheterias, nas plataformas, dentro dos trens”, denuncia.

Uma funcionária que trabalha na bilheteria e preferiu não se identificar acredita que a população vai apoiar os atos dos metroviários em caso de paralisação. “Os passageiros também se sentem inseguros. Muitas das minhas colegas estão em tratamento psicológico. Todo mundo está com medo”. A categoria entrou em estado de greve em 1º de março.