Segundo uma das lideranças da greve, soldado Ivan Carlos Leite, o grupo conseguiu, ao negociar com o comandante-geral da PM, Alfredo Castro, a anistia administrativa para toda a tropa grevista. "Isso foi crucial para o fim do movimento", afirmou.
Apesar disso, à rádio Estadão/ESPN, o sargento Jackson Carvalho disse que os policiais encerraram a paralisação sem estar "plenamente satisfeitos" com o resultado.
Leite diz que a pauta dos PMs está mantida. "Estamos voltando para defender a sociedade da Bahia. Optamos pela negociação sem greve", disse.
Durante o período de greve, as ruas de Salvador e do interior da Bahia viveram momentos de pânico: saques, ruas fechadas e um aumento vertiginoso no número de assassinatos. O movimento grevista perdeu força com a revelação de que líderes incentivavam atos de vandalismo para pressionar o governo.
No Rio de Janeiro, um racha entre sindicalistas da Polícia Civil também deve enfraquecer a participação da categoria na greve que reúne policiais militares, bombeiros e agentes penitenciários.