"Duvido que os hospitais não vão receber mais verbas em 2015 do que em 2014”, foi o que afirmou o secretário estadual da Saúde do Estado, João Gabbardo, durante a assembleia pública da Frente Gaúcha em Defesa da Saúde Pública, ocorrida na manhã desta segunda-feira, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Com o auditório Dante Barone repleto de trabalhadores de hospitais públicos do RS, o debate foi acalorado e marcado pelas vaias ao secretário estadual de Saúde.
Logo no início da fala de Gabbardo alguns servidores chegaram a virar as costas para o palco do auditório. Impacientes devido a escassez de recursos para a saúde pública no Estado, os trabalhadores interromperam o discurso do secretário algumas vezes para protestarem pela atual situação de trabalho e atendimento das unidades públicas de saúde. “Estamos todos com o mesmo objetivo: conseguir mais recursos para a saúde”, garantiu Gabbardo. Ele ainda reconheceu a dívida do governo estadual com as instituições hospitalares e disse que elas serão sanadas. “Será aberta uma linha de crédito de R$ 230 milhões pelo Banrisul que será financiada pela Secretaria Estadual de Saúde. A linha será aberta ainda em 2015”, revelou o secretário.
A assembleia teve como objetivo mobilizar gestores, trabalhadores, usuários e conselheiros de saúde, além de políticos e representantes da sociedade civil na busca de alternativas que solucionem a atual crise da saúde pública, levando em consideração os atrasos nos repasses de recursos por parte do governo do Estado. “Hoje, os recursos não pagos já ultrapassam os R$ 350 milhões”, afirmou o deputado Tarcísio Zimmermann (PT), que coordenou a assembleia pública. Entre as reivindicações das entidades para o Estado estão a exigência do repasse regular e mensal dos 12%, estabelecidos por lei, além da garantia de aplicação prioritária de novos recursos na saúde, entre outras.
Assembleia pública sobre crise da saúde tem debate acalorado
Secretário estadual garantiu que dívidas com hospitais serão sanadas