Cinquenta pequenos produtores representando 25 assentamentos de Hulha Negra, na Região da Campanha, começaram a marchar em direção à Prefeitura do município, onde pretendem fazer, na quarta-feira, um protesto contra as más condições de infraestrutura nos locais em que vivem.
O grupo resolveu acampar na localidade do Passo do Neto, retomando a caminhada pela manhã. Conforme o líder do protesto, Mário Vodzik, na semana passada a audiência marcada com o prefeito Renato Machado foi inviabilizada pela Brigada Militar, que segundo os assentados, bloqueou a estrada a pedido dele.
Agora, os assentados prometem acampar em frente à Prefeitura e só abandonar o local quando forem recebidos pelo prefeito e tiverem atendidas as reivindicações. A principal delas é a reconstrução da ponte do assentamento Arvoredo, que caiu há cerca de quatro meses. O problema tem afetado o escoamento do leite e de outros produtos dos assentamentos, responsáveis por 70% da produção rural de Hulha Negra, conforme Vodzik.
Machado negou as acusações e garantiu que vai receber seis representantes dos colonos em gabinete, nesta quarta-feira. Ele adiantou que não há verba para a recuperação das estradas, mas que há R$ 300 mil liberados pelo Governo Federal para a reconstrução da ponte. “O que está faltando é a licitação para execução da obra”, explicou.
Já o comandante do 6º Regimento de Polícia Montada (6º Rpmon) garante que ninguém vai ser impedido de exercer o livre direito de manifestação. O capitão Emílio Teixeira alegou que o contingente da Brigada Militar apenas foi reforçado na sede do município para garantir a segurança das pessoas e do patrimônio público.
Assentados marcham em direção à Prefeitura de Hulha Negra
Grupo exige a reconstrução de uma ponte e a reconstrução de estradas