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Assis Brasil é bloqueada para obras de esgoto sanitário em Porto Alegre

Trecho na zona Norte está interrompido no sentido Centro-bairro

Trecho da Avenida Assis Brasil está interrompido
Trecho da Avenida Assis Brasil está interrompido Foto : Vinicius Roratto
Obras do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) na avenida Assis Brasil para a colocação de um coletor-tronco de esgoto sanitário, que começaram nesta segunda-feira, devem causar problemas no trânsito na zona Norte de Porto Alegre. O trabalho terá duração de 30 dias e bloqueia o tráfego no sentido Centro-bairro, entre as ruas Jary e Bezerra de Menezes.

O comércio também deve ser afetado. Mas os comerciantes estão mais preocupados com a instalação do metrô sob a avenida Assis Brasil, obra que não tem data para ser iniciada e que causará praticamente o fechamento completo do tráfego da via. Um abaixo assinado pedindo que a obra seja feita utilizando um “tatuzão” - máquina que escava o subsolo sem modificar o trânsito da superfície - já tem mais de mil nomes.

A prefeitura da Capital divulgou em 15 de abril que usará o sistema Cut and Cover (cava e cobre) porque o “tatuzão” é muito caro, estimado em R$ 9,5 bilhões. A linha 2 do Metrô passará por baixo do corredor de ônibus da Assis Brasil, que precisará ser escavado quase que de ponta a ponta. “Quando começar a obra do metrô, a Assis Brasil vai ser um caos. O comércio vai parar completamente. O prejuízo vai ser muito grande”, garantiu a comerciante Carla Benetti Lastorina, líder dos comerciantes.

O gerente do Shopping Obirici, Mauro Ferrazzo, está com lojas vagas e não consegue alugá-las. “Desde que começamos a tratar da obra do Dmae, que já está causando impacto, alguns lojistas saíram do condomínio e não consigo encontrar substitutos. Imagina quando começarem o metrô”, declarou.

O comerciante Luís Armando Chiarello, que tem loja no trecho que está fechado entre as ruas Jary e Bezerra de Menezes, elogia a receptividade da diretoria do Dmae. “Todos os pedidos que fizemos foram atendidos. Reclamou que a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) não sinalizou direito a rua Grécia para que os motoristas possam voltar à Assis Brasil”, disse.

Cintia Lopes da Mota, dona de uma loja de calçados, afirmou que já diminui o número de empregados prevendo o recesso do comércio. “Eu reduzi duas vagas na minha loja. Normalmente recontrato em maio e não vou recontratar ninguém porque as obras serão longas”, informou.

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