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Associação dos Residentes sugere que médicos encerrem greve

Paralisação completa um mês, e categoria tem nova assembleia na segunda-feira

A Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) orientou os profissionais a encerrarem a greve da categoria. A maioria das assembleias estaduais, realizadas nesta sexta-feira, votou pelo fim do movimento, que completou hoje um mês. Segundo o presidente da ANMR, Nívio Moreira, a expectativa é de que a greve termine na maior parte dos Estados a partir da semana que vem.
 
Em Porto Alegre, os residentes gaúchos decidiram, na quarta-feira, prosseguir com a paralisação. De acordo com o representante da Comissão Estadual de Greve, residente Diego Menegotto, uma nova assembleia, para avaliar o indicativo nacional, foi marcada para segunda-feira, às 17h, no anfiteatro do Hospital de Clínicas.

O presidente da ANMR explicou, nesta semana, que a categoria é formada por médicos já diplomados, que fazem especialização. Ele destacou que os residentes fazem consultas, cirurgias e partos, respondendo por 70% do atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele lembrou que, no início da greve, os médicos pediam 38,7% de reajuste na bolsa-auxílio, e que o índice oferecido pelo governo federal é de 22%.

Menegoto ressaltou, ainda, que o valor gasto pelo Ministério da Saúde em quatro meses de publicidade é suficiente para pagar um ano de reajuste na bolsa de R$ 1.916,45, congelada desde 2007. Ele acrescentou que a categoria não tem 13º salário, adicional de férias ou bolsa-moradia.

Seguem parados, até a assembleia de segunda-feira, os residentes do Hospital de Clínicas, Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Santa Casa, Cardiologia, Presidente Vargas e São Lucas (PUCRS) — e no Interior, em Santa Maria, Pelotas, Rio Grande, Passo Fundo, Santa Cruz do Sul e Caxias do Sul. Metade dos 2,4 mil médicos que fazem formação no Estado fica na Capital.