A equipe liderada pelo astrônomo Denilso Camargo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), descobriu uma rara formação de estrelas nos limites externos da Via Láctea. Observações divulgadas no periódico científico Royal Astronomical Society mostram dois aglomerados estelares, berços de astros como o nosso Sol.
Essa descoberta desafia as teorias científicas, pois o normal é que grandes concentrações estelares como essas ocorram próximo ao núcleo da galáxia. A 16 mil anos luz do disco central, os aglomerados batizados de Camargo 438 e 439 ainda estão sem explicações.
De acordo com Camargo, duas teorias são as mais prováveis para os objetos astronômicos. Uma delas é que supernovas tenham lançado grande quantidade de gás que acabou formando as nuvens de matéria e, eventualmente, as estrelas. A segunda hipótese é que material de fora da galáxia tenha sido tragado para perto do disco da Via Láctea.
Astrônomo da Ufrgs descobre raras formações de estrelas na Via Láctea
Aglomerados observados por Denilso Camargo estão nos limites da nossa galáxia