"Atearam fogo no CTG depois de a gente ter batalhado, ter conseguido alvará dos bombeiros", lamentou o patrão. Gisler contou que ontem à noite foi feito um churrasco no local para comemorar a obtenção do alvará. Ele e a esposa foram os últimos a deixar a entidade. O patrão relatou que mora em frente ao CTG e que, quando chegou em casa e a mulher foi fechar uma janela, já viu a labareda. "Mas graças a Deus ninguém ficou ferido", disse com a voz embargada.
"Uma moça falou que viu um Gol branco com três homens pilchados. Eles teriam estacionado o carro próximo e, pelos fundos do CTG, teriam atirado um artefato. Ela (a moça) inclusive anotou a placa", relatou o patrão. Gisler já acionou a assessoria jurídica do CTG e a Brigada Militar isolou o local para a realização de perícia.
Em julho, o patrão do CTG registrou na Delegacia de Polícia uma ameaça feita por meio de um telefonema anônimo, advertindo que a entidade seria incendiada caso não suspendesse a cerimônia que, na época, contaria com a presença de quatro casais homoafetivos, entre eles, um casal formado por homens. Gisler chegou a receber ameaças de morte por telefone e reforçou sua segurança pessoal.
Com a polêmica e repercussão gerada pela realização do casamento em um CTG, três casais decidiram suspender ou adiar o compromisso. O único casal que permaneceu com a intenção de realizar a comunhão de forma legal é composto por duas mulheres, uma de 24 e outra de 26 anos. Apesar de garantirem não ter sofrido qualquer tipo de ameaça, elas estavam sob proteção policial a pedido da juíza Carine Labres.