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Atividades de mineradora são embargadas em Minas Gerais

Samarco só pode fazer ações emergenciais para reduzir impacto de tragédia das barragens

Samarco só pode fazer ações emergenciais para reduzir impacto de tragédia das barragens
Samarco só pode fazer ações emergenciais para reduzir impacto de tragédia das barragens Foto : Corpo de Bombeiros MG / Divulgação / CP
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais embargou todas as atividades da mineradora Samarco na região de Mariana, devido ao rompimento de duas barragens de rejeitos de mineração na última quinta-feira. O acidente resultou na liberação de 62 milhões de metros cúbicos de lama, o suficiente para encher 24,8 mil piscinas olímpicas. Pelo menos três pessoas morreram.

Em nota, a secretaria informou que a legislação permite a suspensão emergencial das atividades da empresa para que sejam apuradas as causas e consequências do evento para a saúde da população e para o meio ambiente. Até as 19h desta segunda-feira, o Corpo de Bombeiros contabilizava desaparecimento de 25 pessoas.

As operações de mineração da Samarco só poderão ser retomadas após a apuração dos fatos pela Secretaria e a adoção de medidas de reparo aos danos provocados. A Samarco é controlada em parceria pela empresa brasileira Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton, entre as maiores do mundo no setor.

De acordo com a secretaria, a Samarco só está autorizada a desenvolver ações emergenciais, ou seja, aquelas voltadas para minimizar o impacto do rompimento das barragens e prevenir novos danos. Procurada pela Agência Brasil, a mineradora Samarco não se manifestou sobre o embargo da licença de operação até a publicação da matéria.