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Atividades econômicas de Porto Alegre têm novas regras a partir desta segunda-feira

Restrições foram anunciadas pelo prefeito Nelson Marchezan na última sexta-feira

Para o prefeito da Capital, Nelson Marchezan Jr., as novas regras são de caráter preventivo frente à pandemia
Para o prefeito da Capital, Nelson Marchezan Jr., as novas regras são de caráter preventivo frente à pandemia Foto : Fabiano Amaral

As novas regras de distanciamento social e das atividades econômicas vigoram a partir desta segunda-feira em Porto Alegre. Os shopping centers e os estabelecimentos comerciais com faturamento é igual ou superior a R$ 360 mil/mês devem permanecer fechados. Igualmente haverá limitação no horário de funcionamento de bares e restaurantes, que devem encerrar as atividades diárias às 23 horas. Já as academias de ginástica só poderão receber um aluno por vez.

As restrições estão fundamentadas em análises diárias do Comitê Técnico de Enfrentamento ao Coronavírus sobre a situação epidemiológica e sanitária em razão da pandemia na Capital. As alterações no regramento foram embasadas na velocidade do crescimento da ocupação de leitos de UTI, que passou de 45 pacientes, no início do mês, para 102 internados ontem, entre casos confirmados (76) ou suspeitos (26) de Covid-19. A taxa média de ocupação de UTIs estava em 77,78% na tarde de ontem.

No entanto, os hospitais Cristo Redentor, Fêmina e  Restinga apresentavam ocupação de 100%. Desses, apenas o Cristo Redentor tem, entre os pacientes da UTI, um enfermo com suspeita de Covid-19. Outros quatro hospitais apresentavam, igualmente, percentuais bem acima da média: Divina Providência (81,25%), Mãe de Deus (81,82%), Nossa Senhora da Conceição (82,67%) e Moinhos de Vento (89,29%).

O quadro deve atenuar com a abertura, no Hospital Independência, que estava com 90% dos leitos de UTI ocupados, do módulo Covid HI. Com atendimento 100% SUS e 60 leitos, o módulo Covid HI deve iniciar sua operação nesta segunda-feira. O prefeito Nelson Marchezan Júnior mostra-se especialmente preocupado com o elevado número de enfermos oriundos de Alvorada, Viamão, Guaíba e Novo Hamburgo internados em unidades de tratamento intensivo da Capital.

“Entre 50% e 60% da ocupação das UTIs e de leitos de alta complexidade é decorrente de demandas de outras cidades”, frisou. Em se tratando exclusivamente das UTIs, afora os moradores da Capital, enfermos das quatro cidades lideram o ranking. “É oportuno que os prefeitos de Alvorada, Viamão, Guaíba e Novo Hamburgo reavaliem suas decisões”.

Para justificar as restrições que entram em vigor nesta segunda-feira, Marchezan afirma que a decisão é preventiva. “É uma espécie de trava de segurança para diminuir a velocidade de crescimento da demanda por leitos de UTI e uma precaução para que possamos continuar com a estrutura de saúde disponível para quem precisar de atendimento”.