Os manifestantes estão concentrados na Praça Afonso Pena, que fica também a cerca de um quilômetro do estádio. Às 18h, outro grupo deverá sair da Praça Saenz Peña, repetindo o trajeto da primeira manifestação até as proximidades do Maracanã. O movimento calcula que cerca de 4 mil pessoas estejam participando da manifestação.
Entre os manifestantes estão alguns políticos, como o deputado federal Chico Alencar e o vereador Eliomar Coelho, ambos do PSOL. Integrantes do partido, segundo eles, apoiam o movimento, mas, optaram em vir sem bandeiras.
Alencar lembrou que o PSOL foi contra a Lei Geral da Copa e o regime diferenciado de contratação. "Queremos que a memória dessa juventude seja ativada para que não ache que todos os políticos são ladrões. É preciso separar o joio do trigo", disse.
O integrante do Comitê Popular da Copa, Renato Cosentino, espera não encontrar barreiras policiais no caminho até o Maracanã. "Temos o direito constitucional de nos manifestarmos e chegar até o estádio. Não faz sentido um jogo com 70 mil torcedores levar 11 mil policiais às ruas. Isso mostra que os eventos organizados pela Fifa e outras organizações privadas não são feitos em benefício público", reclamou.
OAB e defensoriam acompanham protesto
Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Rio participaram de uma reunião com o comandante geral da Polícia Militar fluminense, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, no quartel-general da corporação, no centro da cidade.
No encontro, foi decidido que as duas entidades, além do Ministério Público Estadual e Federal, vão acompanhar de dentro do Centro de Controle Móvel da PM a operação da corporação nas manifestações programadas para acontecer nas imediações do Maracanã, onde vai ocorrer a final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha. O centro, que funcionará dentro de um carro comando do Batalhão de Choque, ficará estacionado nas proximidades do estádio e receberá imagens de câmeras para auxiliar na tomada de decisões.
"A reunião foi bastante positiva. Vamos participar como observadores e fiscalizadores da ação da polícia. Como há várias ruas de acesso ao Maracanã, seria impossível que colocássemos um representante nosso em todos esses pontos. Por isso, vamos acompanhar a tomada de decisões da PM de dentro do centro de controle móvel, de onde a operação será coordenada. No entanto, a OAB também terá advogados nas ruas, identificados com botom da entidade, para fiscalizar in loco a atuação da polícia", explicou Marcelo Chalreo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ.