Até que se regulamentem serviços como o do Uber em Porto Alegre, manifestações favoráveis continuam ocorrendo em pontos da cidade. Neste, na Redenção, usuários do Uber se reuniram para defender a plataforma que interliga motoristas e passageiros. O ato reuniu poucas pessoas, ainda que o mesmo local estivesse recebendo o protesto pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff, com participação de pelo menos mil pessoas.
O organizador do evento em favor do Uber, Luis Henrique Lemos, conta que a ideia do protesto surgiu depois de os vereadores terem aprovado o projeto de lei que proíbe o serviço de transporte oferecido por aplicativo até julho de 2017. “Permissionários me ameaçaram depois que eu criei este evento”, denuncia Lemos. “O grande ranço é mesmo dos donos de placas, porque os taxistas que são bons não vão se preocupar em perder clientes”.
Lemos conta que o seu pai atuou por 25 anos como taxista e acredita que se o Uber tivesse aparecido antes teria trazido mais vantagens ao pai dele. “Não quero fazer boicote aos taxistas, mas eu quero ter a opção de escolha”, diz.
O usuário Antônio Carlos Nunes acredita no potencial do Uber em gerar emprego. “Depois de regulamentado, pode gerar muitos impostos ao município e também vai forçar uma maior qualidade aos nossos táxis”, projeta. Nunes conta que foi taxista durante quatro anos, em Santa Maria, mas desistiu porque maior parte do lucro ia para os permissionários e porque estava desamparado pelos direitos trabalhistas.
Ato em favor do Uber tem pouca adesão em Porto Alegre
Organizador de evento diz que não defende boicote a taxistas, mas opção de escolha